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O Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) é uma organização de seis países exportadores de petróleo do Golfo Pérsico, também conhecido como Conselho de Cooperação para os Estados Árabes do Golfo. O conselho cooperativo foi formado em 1981 para promover a cooperação econômica, científica e empresarial. A sede do CCG fica em Riade, capital da Arábia Saudita, seu maior membro. Em 1984, o grupo formou um braço militar denominado Força do Escudo Peninsular para responder à agressão militar contra seus membros.
Os membros em dezembro de 2020 eram Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Estes países do Médio Oriente partilham a fé comum do Islão e da cultura árabe. Eles também compartilham um interesse econômico distinto de sua participação na OPEP. Estes países procuram diversificar as suas economias em crescimento longe do petróleo.
Numa base per capita, estão entre os países mais ricos do mundo. Juntos, eles fornecem um terço do petróleo dos EUA e possuem pelo menos 273 mil milhões de dólares em dívida dos EUA.
Lista de países do CCG
O CCG tem seis estados membros:
- O Reino do Bahrein– Os seus 1,4 milhões de habitantes desfrutam de um PIB per capita de 51.800 dólares. A sua economia cresceu 2,5% em 2017. Possui 124,5 milhões de barris de reservas comprovadas de petróleo.
- Kuwait– Seus 2,9 milhões de residentes desfrutam do 11º padrão de vida mais alto do mundo. Seu PIB per capita é de US$ 69.700. O país detém 6% das reservas mundiais de petróleo. São 101,5 milhões de barris.
- O Sultanato de Omã– As suas reservas de petróleo são de apenas 5,4 milhões de barris. Está migrando para o turismo para melhorar o estilo de vida de seus 3,4 milhões de residentes. Seu PIB per capita é de US$ 45.500.
- Catar– O segundo país mais rico do mundo, com um PIB per capita de 124.900 dólares para cada um dos seus 2,3 milhões de residentes. Possui 25,2 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo e 13% das reservas mundiais de gás natural.
- O Reino da Arábia Saudita– O maior dos países do CCG, com 28,5 milhões de pessoas. Possui 16% das reservas comprovadas de petróleo do mundo. São 266,5 milhões de barris. Seu PIB per capita é de US$ 55.300.
- Os Emirados Árabes Unidos – Seus 6 milhões de habitantes desfrutam de um PIB per capita de US$ 68,00. Isso graças a uma economia diversificada que inclui Dubai e o edifício mais alto do mundo, o Burj Dubai Khalifa. Dubai é a segunda maior das sete cidades-estado dos Emirados Árabes Unidos. Abu Dhabi é o maior. Os Emirados Árabes Unidos possuem 97,8 milhões de barris de reservas comprovadas de petróleo.
Recomendações do WEF para o GCC
O Fórum Econômico Mundial fez um estudo sobre o futuro dos membros do CCG. Recomendou a diversificação longe do petróleo. Encorajou os países do CCG a fazerem um melhor trabalho na educação do seu povo. Isso apoiaria mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento empresarial. Actualmente, estes países devem importar trabalhadores estrangeiros para colmatar esta necessidade.
Sultanatos de base familiar governam estes países. Os seus líderes compreendem que a continuação da educação pode ser arriscada. Uma população mais mundana pode querer mudar a forma como o seu país é governado. Os líderes do CCG querem modernizar as suas economias sem criar mais revoltas como a Primavera Árabe. Por exemplo, o Bahrein teve alguns tumultos em 2013. As represálias militares e as negociações com os dissidentes mantiveram os governantes no poder.
O relatório destaca o perigo de um ataque dos Estados Unidos às instalações nucleares iranianas. A possível retaliação do Irão contra bases militares no Médio Oriente poderia desencadear uma guerra regional total. Uma recessão global poderá impedir os líderes do CCG de modernizarem os seus países.
O relatório também destaca o “melhor cenário”. Os países do CCG poderiam continuar a mediar a paz no Médio Oriente, ao mesmo tempo que desenvolvem as suas economias. Bons exemplos são Dubai, Emirados Árabes Unidos e Catar.
O que acontecerá se os membros do GCC abandonarem a indexação do dólar
Os países do CCG têm razões para abandonar a sua ligação ao dólar. Mas a política oficial do CCG é que os membros o mantenham até que o Conselho crie uma união monetária, como a União Europeia.
A indexação fixa a taxa de câmbio da moeda de cada país em relação ao dólar. Quando o dólar caiu 40% entre 2002 e 2014, criou uma taxa de inflação de 10% nesses países. Forçou o aumento do preço do petróleo e de outras commodities. Se eliminassem a indexação ao dólar, não precisariam comprar tantos títulos do Tesouro para estabilizar a sua taxa de câmbio. Isso faria com que o dólar caísse, causando inflação nos Estados Unidos.
Significaria também que o petróleo já não é cotado em dólares. Isso poderia resultar em preços mais baixos do petróleo. Mas nada acontecerá rapidamente, uma vez que as potenciais implicações precisam de ser mais estudadas.
