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O rinofima, uma doença de pele conhecida por sua associação com rosácea grave, muitas vezes provoca preocupações estéticas significativas devido à sua manifestação característica: nariz grande, bulboso e vermelho. Um equívoco predominante liga o aparecimento de rinofima ao consumo excessivo de álcool. Neste artigo, pretendemos desmistificar esta associação, aprofundar a ciência por trás do rinofima e discernir o papel que o álcool desempenha no seu desenvolvimento.
Compreendendo o Rinofima
O rinofima é um subtipo de rosácea, uma doença crônica da pele que causa vermelhidão e inchaço facial. Afetando principalmente o nariz, o rinofima leva ao crescimento excessivo das glândulas sebáceas (oleosas), resultando em um nariz bulboso e espesso. Esta condição é mais comum em homens, principalmente entre 50 e 70 anos.
O mito do álcool-rinofima
A crença de que o rinofima está diretamente ligado ao consumo de álcool provavelmente decorre do retrato histórico da doença na literatura e na mídia. Na realidade, embora o álcool possa exacerbar os sintomas da rosácea, não há provas científicas definitivas que apoiem a noção de que o consumo de álcool causa rinofima.
A ciência por trás da relação rinofima-álcool
O álcool pode dilatar os vasos sanguíneos, fazendo com que a pele fique avermelhada e vermelha – um efeito que é particularmente perceptível em pacientes com rosácea. Porém, é importante ressaltar que a vasodilatação induzida pelo álcool é temporária e não resulta em espessamento da pele ou formação de excesso de tecido, o que caracteriza o rinofima.
Embora o álcool possa agravar os sintomas da rosácea, a sua influência não é mais significativa do que outros factores desencadeantes, tais como bebidas quentes, alimentos picantes, stress e certos produtos para a pele. Portanto, embora o consumo moderado a excessivo possa levar a surtos de rosácea, não conduz necessariamente à progressão da rosácea para o rinofima.
Conclusão
A conexão entre álcool e rinofima é sutil. Embora o álcool possa piorar os sintomas da rosácea, não é um agente causador comprovado do rinofima. Isto dissipa o mito de longa data, destacando a importância de separar os factos da ficção na compreensão das doenças da pele.
Além disso, reconhecer a falta de uma correlação direta entre o consumo de álcool e o rinofima pode prevenir a estigmatização injusta dos pacientes, levando a uma melhor aceitação social e a um melhor bem-estar mental.
No tratamento da rosácea e na prevenção do rinofima, modificações no estilo de vida, como proteção solar, cuidados suaves com a pele, controle do estresse e prevenção de gatilhos, podem ser benéficas. Como sempre, deve-se procurar orientação médica para diagnóstico e opções de tratamento.
Referências:
- “Rinofima.” Clínica Mayo, 2021. URL:
- https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/rhinophyma/symptoms-causes/syc-20351028
- “Álcool e rosácea: existe uma ligação?” Notícias Médicas Hoje, 2021. URL:https://www.medicalnewstoday.com/articles/315754
- “Rosácea.” Associação da Academia Americana de Dermatologia. URL:https://www.aad.org/public/diseases/rosacea
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