Regulador processa TransUnion ‘fora de controle’

O órgão de fiscalização de empréstimos predatórios do governo processou a TransUnion e um ex-executivo sênior, acusando a empresa de enganar os clientes para que se inscrevessem em assinaturas de monitoramento de crédito difíceis de cancelar e ignorassem uma ordem de interrupção de 2017. 

O processo acusa a agência de relatórios de crédito, diversas subsidiárias e o ex-executivo John Danaher de criar sites que faziam os clientes acreditarem que estavam visualizando um relatório de crédito anual gratuito, quando na verdade estavam se inscrevendo para uma assinatura paga.Agências de crédito como a TransUnion são obrigadas por lei a fornecer relatórios gratuitos.

A TransUnion negou qualquer irregularidade, mas o Consumer Financial Protection Bureau disse que a empresa tornou seu site intencionalmente confuso.As assinaturas para monitoramento de crédito que clientes involuntários assinaram custam entre US$ 9,99 e US$ 24,95 por mês, e a TransUnion tornou propositalmente difícil cancelá-las, disse a agência. A TransUnion supostamente continuou essas práticas, apesar de um acordo de 2017 com o CFPB para parar e de um aviso subsequente em 2019 da agência de que estava violando o acordo.

“A conduta da TransUnion deixou claro que a empresa é uma reincidente fora de controle que deve ser responsabilizada”, disse o diretor do CFPB, Rohit Chopra, em uma entrevista coletiva online. “Simplificando, a liderança da TransUnion não quer ou é incapaz de operar seus negócios legalmente.”

Como parte do processo, a agência busca indenização para os clientes da TransUnion, milhares dos quais reclamaram de “padrões obscuros” no site da empresa. Esse é o termo que o CFPB está usando para descrever sites que usam várias dicas de design para induzir as pessoas a comprar coisas que não pretendiam. No caso da TransUnion, isso incluiu colocar um aviso de que os clientes estavam pagando uma taxa de assinatura ao lado, em uma caixa que demorava até 30 segundos a mais para carregar do que o resto do site. É cada vez mais comum que as empresas utilizem táticas como esta, disse o CFPB, e a agência se unirá a outras agências federais para reprimi-las. 

A TransUnion disse em comunicado que tentou de boa fé cumprir o acordo de 2017 e que o CFPB não deu orientações claras sobre o que queria que a empresa fizesse.

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