Ao contrário daqueles que ganham mais, os agregados familiares com rendimentos mais baixos planeiam reduzir os presentes nesta época festiva, em alguns casos sem orçamentarem nada – principalmente devido ao aumento dos custos dos alimentos, mostra um novo inquérito.
As famílias que ganham menos de US$ 50 mil planejam cortar seus gastos com férias em 22%, em média, caindo para US$ 536, ante US$ 688 no ano anterior, de acordo com uma pesquisa da consultoria Deloitte publicada na quarta-feira. Além disso, cerca de 11,5% dos agregados familiares – quase dois terços dos quais (65%) têm rendimentos mais baixos – planeiam não gastar absolutamente nada, acima dos 4,9% do ano anterior. Entretanto, as famílias de rendimentos médios e elevados – aquelas que ganham 50.000 dólares ou mais – planeiam aumentar os seus gastos.
Entre as famílias que cortaram gastos, 50% disseram que o aumento do custo dos alimentos foi um fator, tornando-se o motivo mais citado na pesquisa com 4.315 consumidores dos EUA, realizada em setembro. Apenas 31% disseram o mesmo no ano passado. O preço dos alimentos aumentou 4,6% durante o ano passado até Setembro, tornando-os num dos principais contribuintes para a inflação, de acordo com o último relatório do governo sobre o Índice de Preços no Consumidor.
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