Pergunte a um especialista: quais ferramentas podem ajudar os pacientes a rastrear os gatilhos da psoríase?

Conheça o especialista
Marisa Garshick, MD, é dermatologista credenciada e professora clínica assistente de dermatologia, atuando no MDCS Dermatology: Medical Dermatology and Cosmetic Surgery na cidade de Nova York.

Saude Teu: O que você aprendeu com seus pacientes sobre o manejo da psoríase além dos sintomas cutâneos?

Dr.: A psoríase pode ter impacto na qualidade de vida, afetando o trabalho, os relacionamentos e a saúde mental em geral. Para muitos, a natureza visível da condição pode torná-los constrangidos e limitar o seu desejo de interações sociais. Já tive pacientes que disseram que não querem ir à academia porque não querem expor suas placas a pessoas que se incomodam com os flocos brancos decorrentes da psoríase no couro cabeludo.

Por esse motivo, sempre enfatizo que a psoríase é mais do que superficial, pois pode afetar verdadeiramente a pessoa que está vivenciando a doença, além dos sintomas cutâneos.

Saude Teu: Quais ferramentas você recomenda que os pacientes usem para monitorar sintomas, gatilhos e crises?

Dr.: Para ajudar a controlar os sintomas e os gatilhos, é melhor manter um diário ou registro para determinar o que pode estar contribuindo para as crises. Em muitos casos, isto pode ajudar a identificar se existem gatilhos específicos relacionados com alimentos ou ambientais.

No caso da psoríase, os gatilhos podem nem sempre ser óbvios, pois podem não estar necessariamente relacionados com algo que entra em contacto com a pele. Portanto, manter pelo menos um diário pode ajudar a rastrear se há um componente cíclico ou se há alguma variação sazonal ou geográfica.