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O que é cesariana?
Uma CesarianaouCesarianaresumidamente, é a entrega do bebê, da placenta e das membranas através de uma incisão cirúrgica na parede abdominal e na parede uterina.
Ao contrário da crença popular, o termo “cesárea” não tem relação com o nascimento do imperador romano Júlio César, que se acredita erroneamente ter nascido por meio desta operação. Foi sugerido que o termo deriva da “lex caesarea”, um decreto que teria continuado sob o governo dos Césares desde o século VIII aC. De acordo com esta lei, antes do enterro de qualquer mulher que morresse no final da gravidez, a criança deveria ser removida do útero. Outra provável fonte do termo poderia ser a palavra latina “caedere” (cortar), cujo particípio passado é “caesum” (cortar). A cesariana primária refere-se à primeira cesariana realizada em uma mulher, enquanto a cesariana repetida pode incluir procedimentos secundários, terciários e outros procedimentos repetidos semelhantes. O parto cirúrgico de um feto pré-viável (antes do momento em que o feto é capaz de manter uma existência separada fora do útero) não é considerado cesariana, mas é conhecido comohisterotomia.
Uma cesariana pode ser feita comoeletivaou como umemergênciaprocedimento.
- Umcesariana eletivaé aquela realizada antes do início do trabalho de parto ou antes do desenvolvimento de qualquer complicação que possa exigir o parto urgente do bebê.
- Umcesariana de emergência, como o nome indica, é aquele realizado como um procedimento de emergência quando uma complicação da gravidez ou do parto exige o parto urgente do bebê.
O ditado “uma vez cesárea, sempre cesárea” não se aplica mais. Muitas mulheres que tiveram parto cesáreo podem optar pelo parto vaginal posterior, principalmente quando a indicação do procedimento anterior não está mais presente.
Por que é feita uma cesariana?
Embora seja uma cirurgia relativamente segura, a cesariana apresenta mais riscos do que o parto vaginal. Tendo isso em mente, a cesariana geralmente é realizada nos casos em que o parto vaginal não é viável ou exporia a mãe ou o bebê a riscos indevidos.
Algumas indicações sãoabsoluto, como placenta prévia central e desproporção cefalopélvica óbvia, enquanto outros sãorelativo. Cada caso deve ser julgado por seu próprio mérito para decidir se seria melhor a cesariana ou o parto vaginal.
Indicações para cesariana eletiva
- Conhecidodesproporção cefalopélvica– a cabeça do bebê é muito grande para sair pela pelve materna).
- Bebê muito grande.
- Placenta prévia– a placenta é baixa e cobre totalmente o orifício interno, abertura do colo do útero por onde passa o bebê durante o parto.
- Apresentação pélvica– as nádegas ou os pés estão no lugar para sair primeiro, em vez da posição normal de cabeça baixa.
- Gravidez múltipla, como gêmeos ou trigêmeos, principalmente quando o primeiro bebê não é cefálico (posição de cabeça baixa).
- Má apresentação, como rosto, sobrancelha ou mentira transversal.
- Defeitos congênitosno bebê, como espinha bífida e certos casos de hidrocefalia.
- Após cirurgia vaginal, como reparo de fístula vesicovaginal.
- Infecções maternas, como herpes genital ativo ou HIV, que pode ser transmitido ao bebê durante o parto vaginal.
- Tumor obstruindo o canal do parto, canceroso ou benigno (mioma).
- Alto risco de ruptura uterina durante o trabalho de partocomo cicatriz uterina vertical devido a cesariana anterior ou miomectomia para remoção de mioma uterino.
- Repetir cesariana.
- Doença pré-existente grave, como doenças cardíacas ou outras condições debilitantes em que o parto vaginal representaria uma ameaça maior do que a cesariana.
- Escolha– às vezes, uma mulher opta por fazer o parto por cesariana, apesar de não haver razão médica para fazê-lo. Há muita controvérsia em relação a esse assunto. O médico assistente deverá julgar o mérito do caso individualmente e discutir os riscos associados com o paciente antes de tomar uma decisão.
Quando é necessária uma cesariana imediatamente?
Indicações para cesariana de emergência
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Complicações pré-natais
- Pré-eclâmpsia graveeeclâmpsia.
- Descolamento placentário– separação prematura da placenta com o bebê ainda vivo.
- Alguns casos dehipertensão grave(pressão alta) ediabetes.
Complicações durante o trabalho de parto
- Sofrimento fetal– o bebê mostra sinais de sofrimento, como frequência cardíaca muito rápida ou muito lenta.
- Cordão prolapsado– onde o cordão umbilical entra no canal do parto antes do feto. A cesariana só é feita se o feto estiver vivo.
- Compressão do cordão– torção do cordão umbilical em volta do pescoço ou do corpo do bebê.
- Inércia uterinaou ausência de contrações uterinas efetivas durante o trabalho de parto.
- Após falha na induçãode trabalho.
- Distociaou falha do trabalho em progredir.
Quando não deve ser feita uma cesariana?
Contra-indicações da cesariana
Cada caso deve ser considerado individualmente, pesando os riscos de realizar a operação, apesar da contraindicação, e as consequências de não realizá-la.
