Num sinal promissor de progresso no sentido de nivelar as condições de concorrência para os empreendedores minoritários, um novo estudo mostra que as startups dirigidas por mulheres negras e latinas angariaram 3,1 mil milhões de dólares em 2020, o triplo do financiamento externo angariado há apenas dois anos.
Digital indivisível, um grupo sem fins lucrativos que acompanha startups fundadas por mulheres negras e latinas há dois anos,descobriu que o número de fundadoras negras e latinas que levantaram mais de US$ 1 milhão em capital de risco também aumentou desde 2018. Até agosto, 93 fundadoras negras e 90 fundadoras latinas no banco de dados do grupo atingiram esse valor de referência, em comparação com 34 mulheres negras e 45 mulheres latinas em 2018, disse a Digital indivised nas conclusões do estudo divulgadas na quarta-feira.
Embora os aumentos sejam encorajadores, a Digital Undived disse que ainda há uma grande lacuna de financiamento para mulheres empresárias negras. O “financiamento inicial” médio para fundadoras negras e latinas foi de US$ 479.000 – muito menos do que a mediana de US$ 2,5 milhões para todas as startups. Entretanto, antes da pandemia, as mulheres negras iniciavam 763 negócios por dia, o que as tornava o grupo empreendedor mais rápido do país, de acordo com um estudo encomendado pela American Express.
“Ainda há um longo caminho a percorrer para fornecer a estes fundadores o capital necessário para expandir os seus negócios e avançar na paridade de financiamento”, escreveu a Digital Undived no seu relatório.
