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Visão geral de uma bexiga hiperativa (BH) em crianças
Uma bexiga hiperativa (BH) em crianças refere-se a uma condição em que o músculo da bexiga se contrai involuntariamente, levando a uma vontade frequente e intensa de urinar. Este desejo pode ser difícil de controlar, muitas vezes resultando em episódios de perda involuntária de urina, conhecidos comoincontinência urinária. A OAB pode impactar significativamente a vida diária de uma criança, causando constrangimento, isolamento social e interrupções nas atividades normais.(1,2)
Embora seja mais comumente associada a adultos, a bexiga hiperativa pode afetar crianças de todas as idades, desde crianças até adolescentes. A condição pode ter várias causas subjacentes, como anormalidades anatômicas, problemas neurológicos, infecções do trato urinário ou fatores comportamentais.(3)
Uma bexiga hiperativa em crianças pode causar acidentes diurnos e uma necessidade repentina e urgente de urinar logo após negar a necessidade de ir. No entanto, não deve ser confundido com enurese noturna, que é mais comum em crianças pequenas. Os sintomas da BH podem perturbar as rotinas diárias de uma criança e afetar o seu desenvolvimento social e emocional. As complicações físicas podem incluir dificuldade em esvaziar completamente a bexiga, um risco aumentado dedano renal, einfecções do trato urinário.(4)
Em muitos casos, a bexiga hiperativa melhora com o tempo, mas existem tratamentos e medidas caseiras disponíveis para controlar e apoiar crianças com esta condição.
Controle da bexiga em crianças
A capacidade de controlar a bexiga e atingir a continência urinária diurna é um marco de desenvolvimento que varia de criança para criança. A maioria das crianças começa a ganhar controle sobre a bexiga entre os dois e os quatro anos de idade. Quando as crianças atingem os cinco anos de idade, a maioria delas consegue controlar a bexiga e permanecer seca durante o dia.
Porém, é importante lembrar que cada criança é diferente e existe uma grande variedade do que é considerado normal. Algumas crianças podem conseguir o controle da bexiga mais cedo, enquanto outras podem demorar um pouco mais.
A bexiga hiperativa (BH) normalmente não é diagnosticada até a criança ter cinco ou seis anos de idade e, aos cinco anos, aproximadamente 90% das crianças conseguem controlar a urina durante o dia. Os médicos não podem diagnosticar a incontinência urinária noturna até a criança completar sete anos de idade. A enurese na cama afecta cerca de 16 por cento das crianças de 5 anos, e esta percentagem diminui à medida que as crianças crescem. Cerca de dez por cento das crianças de sete anos e um a dois por cento das crianças de 15 anos ainda podem fazer xixi na cama à noite.(5)
Os pais devem ser pacientes e compreensivos durante o processo de treinamento esfincteriano e evitar pressionar o filho para conseguir o controle da bexiga antes que ele esteja pronto para o desenvolvimento.
Quais são os sintomas da bexiga hiperativa em crianças?
Os sintomas da bexiga hiperativa (BH) em crianças podem variar, mas geralmente incluem:
- Micção frequente:Crianças com BH podem urinar com mais frequência do que o normal, muitas vezes com intervalos mais curtos entre as idas ao banheiro.
- Necessidade urgente de urinar:Uma vontade forte e repentina de urinar, que pode ser difícil de controlar pela criança, é um sintoma comum da bexiga hiperativa.
- Incontinência urinária:A BH pode causar perda involuntária de urina, principalmente se a criança não conseguir chegar ao banheiro a tempo ao sentir uma vontade repentina de urinar.
- Enurese Noturna:Algumas crianças com bexiga hiperativa podem urinar na cama à noite, o que não é incomum, especialmente em crianças mais novas.
- Lutando para reter a urina:Crianças com BH podem ter dificuldade em reter a urina, causando acidentes durante as atividades diurnas.
- Desejos frequentes durante o sono:Crianças com BH podem acordar frequentemente à noite devido à vontade de urinar.
- Uma sensação incompleta após urinar:Crianças com BH podem sentir que a bexiga não está totalmente vazia, mesmo depois de urinar.
É importante notar que embora estes sintomas possam indicar BH, também podem ser causados por outras condições médicas ou factores comportamentais. Se você suspeita que seu filho tem BH ou se esses sintomas persistirem, é essencial consultar um pediatra ou profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e manejo adequados.
Causas da bexiga hiperativa em crianças
A bexiga hiperativa (BH) em crianças pode ter várias causas subjacentes e pode resultar de uma combinação de fatores. Algumas causas comuns e fatores contribuintes incluem:
- Fatores de Desenvolvimento:A BH pode estar relacionada ao estágio de desenvolvimento do controle da bexiga da criança. Em alguns casos, a bexiga pode ser excessivamente sensível aos sinais do cérebro, levando a contrações fortes e frequentes.(6)
- Problemas neurológicos:Problemas com os nervos que controlam a bexiga podem causar bexiga hiperativa em algumas crianças. Condições neurológicas como espinha bífida, paralisia cerebral ou lesões na medula espinhal podem afetar a função da bexiga.(7)
- Infecções do Trato Urinário (ITU):As infecções no trato urinário podem irritar a bexiga e causar sintomas de bexiga hiperativa.(8)
- Constipação:A constipação crônica pode exercer pressão sobre a bexiga e afetar sua capacidade de reter a urina, contribuindo para a bexiga hiperativa.
- Anormalidades anatômicas:Problemas estruturais no trato urinário ou na bexiga, como bexiga pequena ou obstrução, podem causar bexiga hiperativa.(9)
- Fatores psicológicos:O estresse emocional ou a ansiedade às vezes podem contribuir para os sintomas da bexiga hiperativa em crianças.
- Fluido e Dieta:Beber grandes quantidades de líquidos ou consumir bebidas com cafeína ou adoçantes artificiais pode aumentar a frequência urinária e exacerbar os sintomas de BH.
- Genética:Pode haver um componente genético para BH, com histórico familiar da doença aumentando a probabilidade de sua ocorrência.(10)
É importante observar que, em alguns casos, a causa exata da bexiga hiperativa em crianças pode não ser identificável.
Tratamento da bexiga hiperativa em crianças
O tratamento da bexiga hiperativa (BH) em crianças depende da causa subjacente, da gravidade dos sintomas e da idade e saúde geral da criança. Aqui estão algumas abordagens comuns usadas para tratar a bexiga hiperativa em crianças:
- Terapias Comportamentais:As intervenções comportamentais são frequentemente a primeira linha de tratamento para BH em crianças. Isso pode incluir o treinamento da bexiga, onde a criança aprende a retardar a micção e a aumentar gradualmente o tempo entre as idas ao banheiro. Programações de micção cronometradas e estratégias de gerenciamento de fluidos também podem ser empregadas para ajudar a regular os hábitos urinários.
- Medicamentos:Em alguns casos, um médico pode prescrever medicamentos para ajudar a controlar os sintomas da bexiga hiperativa. Esses medicamentos podem relaxar os músculos da bexiga ou diminuir a vontade de urinar.
- Gestão de Condições Subjacentes:Se a BH for causada por uma condição médica subjacente, como infecção do trato urinário ou constipação, o tratamento do problema subjacente pode aliviar os sintomas da BH.
- Exercícios para a bexiga:Os exercícios para o assoalho pélvico, como os exercícios de Kegel, podem ajudar a fortalecer os músculos que controlam a micção e melhorar o controle da bexiga.
- Gestão dietética e de fluidos:Limitar ou evitar certos alimentos e bebidas, como cafeína ou bebidas ácidas, que podem irritar a bexiga, pode ajudar a controlar os sintomas da bexiga hiperativa.
- Medidas de Apoio:Os pais e cuidadores podem fornecer apoio emocional e incentivo à criança durante o processo de tratamento. Eles também podem implementar estratégias de reforço positivo para um controle bem-sucedido da bexiga.
Em muitos casos, a bexiga hiperativa tende a desaparecer sozinha à medida que a criança cresce e o corpo se desenvolve. É essencial que os pais trabalhem em estreita colaboração com pediatras ou profissionais de saúde para desenvolver um plano de tratamento abrangente, adaptado às necessidades específicas da criança. O tratamento da bexiga hiperativa em crianças pode ser eficaz e, com paciência e apoio adequado, muitas crianças experimentam uma melhora significativa no controle da bexiga e na qualidade de vida.
Conclusão
O manejo da bexiga hiperativa (BH) em crianças requer uma estratégia holística, adaptada à idade da criança, histórico médico e sintomas distintos. Embora a bexiga hiperativa possa ser um desafio tanto para as crianças como para os seus cuidadores, uma infinidade de tratamentos eficazes estão à sua disposição. Através de intervenções específicas e da promoção de um ambiente acolhedor, muitas crianças podem melhorar significativamente o controlo da bexiga, abrindo caminho para uma melhor qualidade de vida.
Referências:
- White, N. e Iglesia, CB, 2016. Bexiga hiperativa. Clínicas de Obstetrícia e Ginecologia, 43(1), pp.59-68.
- Wein, A.J. e Rovner, ES, 2002. Definição e epidemiologia da bexiga hiperativa. Urologia, 60(5), pp.7-12.
- Franco, I., 2016. Bexiga hiperativa em crianças. Nature Reviews Urology, 13(9), pp.520-532.
- Franco, I., 2007. Bexiga hiperativa em crianças. Parte 1: Fisiopatologia. The Journal of urology, 178(3), pp.761-768.
- Definição e Fatos sobre problemas e problemas de controle da bexiga Enurese noturna em crianças – niddk (sem data) Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais. Disponível em:https://www.niddk.nih.gov/health-information/urologic-diseases/bladder-control-problems-bedwetting-children/definition-facts(Acesso em: 02 de agosto de 2023).
- Bauer, SB, 2002. Considerações especiais sobre a bexiga hiperativa em crianças. Urologia, 60(5), pp.43-48.
- Curran, MJ, Kaefer, M., PETERS, C., LOGIGIAN, E. e Bauer, SB, 2000. A bexiga hiperativa na infância: resultados a longo prazo com manejo conservador. The Journal of urology, 163(2), pp.574-577.
- Gondim, R., Azevedo, R., Braga, A.A.N.M., Veiga, M.L. e Barroso Jr, U., 2018. Fatores de risco para infecção urinária em crianças com urgência urinária. Internacional Braz Jurol, 44, pp.378-383.
- Franco, I., 2007. Síndrome da bexiga hiperativa pediátrica: fisiopatologia e manejo. Drogas Pediátricas, 9, pp.379-390.
- Cartwright, R., Afshan, I., Derpapas, A., Vijaya, G. e Khullar, V., 2011. Novos biomarcadores para bexiga hiperativa. Nature Reviews Urology, 8(3), pp.139-145.
