Agências de crédito eliminarão 70% da dívida médica dos relatórios

Se você é um entre dezenas de milhões de americanos com dívidas médicas vencidas, há boas notícias pela frente. Em breve, essa dívida terá muito menos probabilidade de prejudicá-lo quando você solicitar um crédito, um apartamento ou um emprego.

Principais conclusões

  • As três principais agências de crédito planejam remover quase 70% das dívidas médicas dos relatórios de crédito.
  • A eliminação da dívida pode ajudar as pessoas que enfrentaram despesas médicas inesperadas a melhorar a sua pontuação de crédito e, por sua vez, as suas hipóteses de obter um empréstimo ou um emprego.
  • A dívida com um hospital, médico ou outro prestador de cuidados de saúde é o tipo mais comum de dívida num relatório de crédito, mas não reflecte com precisão a vontade ou capacidade de alguém de pagar outras contas, mostra a investigação.

As três principais agências de crédito anunciaram uma série de mudanças políticas na sexta-feira que impactam as pontuações de crédito daqueles que têm lutado para pagar contas médicas muitas vezes inesperadas: A partir de julho deste ano, TransUnion, Experian e Equifax removerão de seus relatórios de crédito qualquer menção a dívidas médicas que foram para um cobrador de dívidas, mas foram posteriormente pagas – uma grande mudança em relação ao status quo, onde essas dívidas podem assombrá-lo por até sete anos.

Além disso, as agências planejam dobrar o tempo antes que as cobranças de dívidas médicas apareçam nos relatórios de crédito, de seis meses para um ano. Então, no primeiro semestre de 2023, eles deixarão de incluir essa dívida nos relatórios se for inferior a US$ 500, inclusive quando houver múltiplas dívidas tão pequenas que somam muito mais.

A dívida com um hospital, médico ou outro prestador de cuidados de saúde é o tipo mais comum de dívida num relatório de crédito, ascendendo a cerca de 88 mil milhões de dólares nos EUA em junho de 2021, de acordo com o Consumer Financial Protection Bureau (CFPB). As mudanças anunciadas na sexta-feira, poucas semanas depois de o CFPB divulgar um estudo de 53 páginas sobre o peso da dívida médica, removerão quase 70% de todas as dívidas médicas dos relatórios de crédito, disseram as agências. 

“Essa mudança beneficiará muitos consumidores de forma significativa”, disse Jenifer Bosco, advogada do National Consumer Law Center, um grupo de defesa do consumidor. “Eles não serão penalizados por uma dívida médica que pode estar completamente fora de seu controle”.

As contas médicas não pagas prejudicam mais os consumidores do que deveriam, de acordo com o CFPB, porque não reflectem com precisão a vontade ou capacidade de alguém de pagar outras contas. Ao contrário de outros tipos de dívida, as contas médicas são muitas vezes o resultado de despesas únicas inesperadas e não dão uma imagem real dos hábitos de gastos e reembolso. Um estudo de 2014 do CFPB descobriu que a dívida médica fez com que as pontuações de crédito subestimassem a verdadeira solvabilidade em 16 a 22 pontos.

Ter dívidas vencidas em seu relatório de crédito pode prejudicar sua capacidade de contrair empréstimos, alugar uma casa ou até mesmo conseguir um emprego. Embora 62% de todas as dívidas médicas em cobrança fossem inferiores a 490 dólares em 2020, os pacientes muitas vezes têm múltiplas dívidas médicas que podem somar muito mais, de acordo com a pesquisa recente do CFPB.

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Correção – 18 de março de 2022: Este artigo foi corrigido depois que uma versão anterior se referiu erroneamente a pontuações de crédito em vez de relatórios de crédito. As agências de crédito removerão dívidas médicas vencidas inferiores a US$ 500 dos relatórios de crédito, o que, por sua vez, terá impacto nas pontuações de crédito.

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