Administração reduz burocracia para auxílio ao aluguel pandêmico

O governo federal agiu na quarta-feira para eliminar um emaranhado de burocracia que permite que apenas 11% do dinheiro de um programa de assistência financeira emergencial de US$ 47 bilhões lançado em dezembro chegue aos locatários em dificuldades que pretende ajudar.

Principais conclusões

  • O governo tomou medidas na quarta-feira para eliminar a papelada de verificação do auxílio ao aluguel pandêmico. 
  • Os inquilinos agora podem simplesmente assinar papéis, sob pena de perjúrio, declarando que estão sofrendo dificuldades econômicas.
  • A medida visa acelerar a velocidade glacial da distribuição da ajuda pelos governos estaduais e locais.

O Departamento do Tesouro, a agência responsável pela gestão da assistência emergencial ao aluguel, divulgou novas diretrizes na quarta-feira esclarecendo que as centenas de programas locais que administram a ajuda podem desembolsá-la sem exigir documentação dos inquilinos que comprovem que estão sofrendo dificuldades financeiras e outros requisitos de elegibilidade. A medida pretendia acelerar a distribuição do dinheiro, do qual apenas 11% tinha sido distribuído, de acordo com os dados mais recentes num comunicado de imprensa do Departamento do Tesouro. 

A papelada tem sido uma grande barreira à distribuição da assistência que se destina tanto a evitar que os inquilinos sejam despejados devido às dificuldades causadas pelo efeito devastador da pandemia na economia, como a compensar os proprietários pelas rendas que os seus inquilinos não conseguiram pagar. 

O programa foi criado por um projeto de lei de alívio à pandemia em dezembro de 2020, com uma primeira rodada de US$ 25 bilhões em financiamento, aumentado por US$ 21,5 bilhões do projeto de lei de alívio do Plano de Resgate Americano em março. A primeira ronda de financiamento expira no final de Setembro de 2022, e a segunda termina em Março de 2025. Mas os programas estaduais e locais de assistência ao arrendamento que distribuem a ajuda têm até 30 de Setembro deste ano para distribuir 65% do seu financiamento ou correm o risco de ter os seus fundos realocados para outro lugar.

Os documentos exigidos por vários estados e localidades, incluindo identificação, comprovante de renda e comprovante de arrendamento, tinham como objetivo evitar fraudes e abusos por parte de proprietários e inquilinos no programa. As novas diretrizes permitem que os inquilinos simplesmente assinem papéis, sob pena de perjúrio, dizendo que estão passando por dificuldades financeiras.

“Como o presidente deixou claro, nenhum estado ou localidade deveria atrasar a distribuição dos recursos que foram fornecidos pelo Congresso para atender às necessidades críticas das famílias e evitar a tragédia do despejo desnecessário”, disse a Casa Branca em comunicado na quarta-feira.

A urgência de distribuir a ajuda só se intensificou desde que uma moratória sobre despejos dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças expirou em 31 de julho, e a nova proibição de despejo que a substituiu foi contestada por grupos de propriedade numa disputa legal que está atualmente a ser considerada pelo Supremo Tribunal.

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