A laringite pode levar à morte?

Table of Contents

A laringite pode levar à morte?

Clinicamente, a epiglotite do adulto é diferente da infantil, pois nos adultos o início dos sintomas é menos agudo e a patologia geralmente é precedida por uma infecção do trato respiratório superior. Manifesta-se pelo aparecimento, em contexto de febre e mal-estar, de odinofagia de baixa intensidade (dor de garganta) que aumenta repentinamente, até a impossibilidade de engolir as próprias secreções, voz abafada e estridor inspiratório. Inspiradordispneianão ocorre em todos os casos, mas é apresentado como um sinal de gravidade. Porém, na criança o início com dispneia e estridor é mais frequente, e seu início comodinofagiaé mais raro e também apresenta maior taxa de complicações.

No que diz respeito ao exame clínico, embora em crianças o risco de agravamento do comprometimento respiratório deva ser levado em consideração pelas manobras de inspeção faringolaríngea, razão pela qual são geralmente contraindicadas em adultos, em geral, deve-se realizar laringoscopia indireta e/ou fibrolaringoscopia, para observar a área afetada e o grau de obstrução laríngea. O exame no caso do adulto pode mostrar desdeeritemaou edema, leve ou moderado, aos sinais clássicos como epiglote vermelho-cereja e formato de “pingente de sino”. Às vezes pode estar localizado acima da base da língua, devido ao grande edema que apresenta, além de poder ser acompanhado de inchaço das aritenóides, pregas aritenoepiglóticas e até mesmo da parede posterior da faringe, e enquanto na criança os achados são quase sempre de inchaço da epiglote sem outros sinais acompanhantes.

Epiglotiteé uma condição aguda suscetível a complicações graves ou até fatais, portanto o paciente deve ser monitorado de perto. A maioria dos especialistas defende que o tratamento correto em adultos e na ausência de comprometimento das vias aéreas consiste na internação hospitalar e administração precoce de antibióticos de amplo espectro por via intravenosa, o tratamento antibiótico deve ser iniciado o mais rápido possível, em altas doses, e se possível adaptado ao antibiograma. O H. influenzae tipo B tem apresentado resistência variável à Ampicilina e à Amoxicilina-ácido clavulânico, razão pela qual as cefalosporinas de segunda e terceira geração são hoje mais utilizadas, associadas a um aminoglicosídeo e eventualmente ao metronidazol. Em casos de alergia apenicilina, Aztreonam e Cloranfenicol são usados. O tratamento antibiótico é sempre associado, e principalmente se houver edema importante, ao tratamento com corticóide intravenoso e/ou aerossol, em caso de supuração a corticoterapia é mais discutida.

Cada aerossol pode ser composto por: uma ampola de adrenalina de 1 mg, uma ampola de dexametasona, uma ampola de bromexina e uma ampola de framicetina.

Os analgésicos e a reidratação não devem ser esquecidos. O paciente ficará em jejum até que os sinais clínicos melhorem. A alimentação será reiniciada quando houver boa evolução local e geral.

Em adultos, o controle das vias aéreas por intubação é indicado apenas quando aparecem sinais de gravidade respiratória, e é iniciado mais precocemente quando há dispneia (desconforto respiratório). Caso não seja possível proceder à intubação em emergências respiratórias, é realizada traqueotomia sob orientação local.anestesia. Alguns especialistas defendem esta segunda opção para o controle da via aérea em vez da intubação orotraqueal, por considerá-la mais segura.

Em geral a evolução é boa com o tratamento intravenoso num período de 24-48 horas, não sendo necessária nenhuma outra técnica, mas existe sempre a possibilidade real de ter que assegurar a via aérea.

O prognóstico depende da rapidez dos sinais e do tratamento precoce. Atualmente, a mortalidade é inferior a 1% e a necessidade de intubação ou traqueotomia tem percentuais entre 10% e 25%, exceto nos casos de imunossupressão.

As principais complicações da epiglotite são:

  • Obstrução da via aérea, cujo tratamento seria intubação orotraqueal ou traqueotomia.
  • O abscesso epiglótico.

Conclusão

O prognóstico para laringite aguda é favorável. A laringite estenótica também é favorável para tratamento precoce. Com o tratamento tardio, especialmente na fase terminal, é possível um resultado letal. Por isso é tão importante estar atento aos sintomas e procurar os profissionais de saúde o mais rápido possível.

Referências:

  1. MedlinePlus – Link “Epiglotite”:https://medlineplus.gov/ency/article/000605.htmResumo: MedlinePlus fornece uma visão geral da epiglotite, incluindo suas causas, sintomas e opções de tratamento.

Leia também:

  • Dor de garganta devido a laringite bacteriana: sintomas, prevenção, tratamento – antibióticos
  • Dor de garganta devido a laringite viral: tipos, sintomas, prevenção, diagnóstico, tratamento
  • Como você pega laringite e o que levar para isso?
  • Quanto tempo dura a laringite e como se livrar dela rapidamente?