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Há evidências de que alguns tipos de epilepsia progridem ao longo de um período, e o fator importante do conhecimento foi útil na aquisição por meio de estudos de neuroimagem. Vários autores demonstraram danos estruturais nos indivíduos e comprovaram o caso como uma doença progressiva deepilepsia. No entanto, existem também alguns outros que não conseguiram demonstrar a progressão devido à presença de heterogeneidade.
Atualmente, a epilepsia do lobo temporal, quando associada à esclerose hipocampal, cai na progressão das doenças epilépticas. Pelo contrário, outros tipos de epilepsia não são considerados progressivos devido à falta de evidências. Além disso, as causas da progressão dos danos são desconhecidas, embora seja claro que a ocorrência consistente se deve aconvulsões.
Situação desafiadora
Os dados conflitantes tornam difícil provar a epilepsia como uma doença progressiva. É necessário estudar grupos homogêneos e requer um acompanhamento mais longo que ajude a chegar a conclusões adequadas para comprovar a epilepsia como uma doença progressiva. Ao mesmo tempo, o uso de neuroimagem também será essencial para apoiar as evidências.
A epilepsia é uma doença progressiva?
Pode-se descrever a evolução da epilepsia ou verificá-la com base na piora do quadro de controle das crises, no comportamento do indivíduo, nas anormalidades estruturais, na cognição e no padrão EEG. Alguns neurologistas também levam em consideração as interações sociais durante o período. No geral, é impossível afirmar que a epilepsia seja uma doença progressiva. Embora algumas síndromes se enquadrem no estado progressivo, outras não parecem ser as mesmas. Além disso, não está claro se o dano da progressão depende de um problema subjacente ou do tipo de crise, da frequência da crise, de fatores ambientais e da combinação de todos esses elementos.
Controvérsia
Sempre houve controvérsia nos estudos relacionados à história da epilepsia. Muitos dos estudos mostram o prognóstico do controle das crises, juntamente com o número de crises ocorridas antes do tratamento e a tendência de redução progressiva nas populações que não receberam nenhum tratamento. Porém, vários autores/cientistas discordam da afirmação, ao mesmo tempo em que enfatizam que a situação ocorreu por herança. Ao mesmo tempo, os casos comunitários que receberam medicamentos antiepilépticos após vários anos apresentaram resposta semelhante aos estudos que detectaram novas epilepsias.
Além disso, alguns estudos demonstraram um papel importante das convulsões. Embora alguns continuem a ser progressistas, outros não. Por exemplo, dados experimentais sugeriram que a recorrência frequente de convulsões é responsável pela ocorrência de danos neuronais progressivos. Ao mesmo tempo, pacientes com epilepsia e evidências histopatológicas apresentaram correlação para a presença de convulsões refratárias a medicamentos devido à menor densidade neuronal do hipocampo. No entanto, um estudo realizado em post-mortem mostrou que nem todos os pacientes com crises refratárias a medicamentos apresentavam perda neuronal do hipocampo.
Recentemente, novos dados surgiram no processo de estudo sobre a epilepsia, onde os cientistas conseguiram coletar informações de que a inflamação influenciou na transformação da epilepsia em uma doença progressiva. Dados in vitro e in vivo comprovam a ideia de que a inflamação tem impacto no processo epileptogênico. Além disso, a inflamação incontrolável pode ser um acréscimo ao processo epiléptico crônico que aumenta o dano neuronal durante um período prolongado.
Conclusão
O conhecimento atual sobre a epilepsia e os tipos torna difícil classificá-la como uma doença progressiva. No entanto, actualmente, apenas a TLE-HS é a única doença epiléptica progressiva. Os dados contraditórios disponíveis de diferentes fontes, cientistas e autores tornam difícil dizer se a epilepsia é uma doença progressiva. A história natural pode ter uma relação com o processo epileptogênico inicial, mas também pode ter uma relação com características individuais distintas, como antecedentes genéticos e fatores ambientais.
Referências:
- Fundação Epilepsia – Estatísticas de Epilepsia e Convulsões
- Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e AVC – Página de informações sobre epilepsia
- PubMed Central – Epilepsia como transtorno progressivo: quais são as evidências que podem orientar nossa prática?
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