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Construir auto-estima com vitiligo é uma parte importante de como a doença é tratada. Pode envolver tomar medidas para mascarar ou controlar a descoloração e também pode exigir aprender a aceitar e até mesmo abraçar sua aparência. Embora não seja um trabalho fácil, há inúmeros benefícios em restaurar sua autoimagem.
Como o vitiligo afeta a autoestima
O vitiligo é um distúrbio adquirido da pigmentação da pele que causa a formação de manchas brancas na pele (máculas) no corpo. Essas manchas podem aparecer em qualquer parte do corpo e se espalhar, especialmente se não forem tratadas.
O vitiligo pode afetar os sentimentos de autoestima. Pessoas com vitiligo podem se sentir pouco atraentes e constrangidas com sua aparência e muitas vezes enfrentam estigmas do mundo real por parte de pessoas que não estão familiarizadas ou que não entendem a doença.Além disso, esses problemas podem ser agravados, uma vez que a condição pode se espalhar de forma imprevisível e rápida.
Impactos na saúde mental
A baixa autoestima pode levar a problemas sociais e psicológicos que podem exigir tratamento. Estes incluem:
- Depressão ou ansiedade
- Isolamento social e evitação
- Qualidade de vida reduzida
É importante ressaltar que a autoestima está intimamente relacionada à qualidade de vida e à saúde mental. Estudos demonstraram que pacientes com vitiligo que têm um maior senso de autoestima são mais capazes de assumir o fardo da doença.
Ajuda quando você precisar
Dados os impactos psicológicos e sociais do vitiligo, é importante que os pacientes estejam atentos não apenas aos sintomas físicos, mas também à forma como se sentem. Se você está sofrendo de problemas de saúde mental ou sente que está passando por dificuldades, peça a ajuda do seu médico e também de outros profissionais de saúde mental.
Vitiligo em crianças e adolescentes
O vitiligo pode ser especialmente desafiador para crianças e adolescentes, que podem sofrer bullying devido à sua aparência. Estudos descobriram que adolescentes entre 15 e 17 anos relatam níveis mais elevados de autoconsciência do que outros grupos. As crianças que apresentam baixa autoestima como resultado do vitiligo correm maior risco de problemas de desenvolvimento social quando se tornarem adultas.
Se você tem um filho com vitiligo, é importante ter um plano de tratamento em vigor e estar atento a sinais de depressão ou outros problemas de saúde mental, como:
- Autocrítica
- Sentindo-se geralmente deprimido, triste ou solitário
- Energia reduzida
- Dificuldade em desfrutar de atividades e interações sociais
- Mudanças nos padrões de sono ou alimentação
- Ausências escolares frequentes
Se seu filho tem vitiligo, é importante manter a comunicação aberta. Converse com eles sobre como estão se sentindo e como a condição os afeta. Deixe seu filho ter uma palavra a dizer sobre como sua condição é gerenciada e tratada.
Também pode ajudar trabalhar com a escola e os professores do seu filho para garantir que seus colegas sejam informados sobre a doença.
Ganhando confiança
De modo geral, existem duas abordagens principais para restaurar a confiança e a auto-estima quando você tem vitiligo: descobrir maneiras de mascarar, cobrir ou tratar as áreas afetadas e aprender a aceitar a condição como parte do que faz de você quem você é.Além disso, encontrar apoio de familiares, amigos e outras pessoas com a doença pode ajudar.
Em última análise, a melhor abordagem depende do caso individual e do curso da progressão do distúrbio. Em muitos casos, especialmente em crianças e adolescentes que crescem com a doença, o manejo eficaz e o mascaramento das manchas descoloridas podem ajudar a restaurar um senso de identidade saudável.
Abordagens cosméticas
Existem vários corretivos, autobronzeadores, tipos de maquiagem e tinturas que podem ajudar a cobrir as áreas afetadas. Se escolher esta opção, tenha em mente o seguinte:
- Use produtos à prova d’água.
- Opte por autobronzeadores ou tinturas para uma cor mais duradoura.
- Use autobronzeadores comdihidroxiacetona.
Notavelmente, estudos revelaram que estes métodos são particularmente eficazes para adolescentes e crianças com vitiligo, para os quais esta condição pode ser particularmente devastadora.
Terapia de camuflagem
Uma das maiores preocupações com o vitiligo está a exposição solar. Os melanócitos, células que produzem melanina, que dá cor à pele e ajuda a protegê-la do sol, faltam em pessoas com vitiligo. Isso torna suas manchas brancas muito mais suscetíveis a danos e queimaduras solares.
Além disso, principalmente se você tem pele escura, a exposição ao sol ou o bronzeamento podem deixar as manchas brancas mais proeminentes, o que também pode afetar a autoestima.
As chaves para a terapia de camuflagem, que visa minimizar esses danos, incluem:
- Usar protetor solar à prova d’água com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 30 antes de qualquer exposição
- Buscar sombra quando estiver ao sol e evitar exposição das 11h às 15h.
- Usar roupas de mangas compridas feitas com tecidos mais grossos ou mais escuros
Opções Médicas
Embora o tratamento médico não cure o vitiligo, ele pode interromper sua progressão e repigmentar partes das manchas brancas. Isso pode permitir que aqueles com a doença se sintam mais confiantes em relação à sua aparência. As opções são muitas e incluem o seguinte:
- Inibidores da Janus quinase (JAK): O creme Opzelura (ruxolitinibe) é o primeiro tratamento tópico aprovado pela FDA para vitiligo em pacientes com 12 anos ou mais. É um inibidor de JAK aplicado duas vezes ao dia nas áreas afetadas para ajudar a restaurar a pigmentação da pele.
- Esteróides tópicos oucalcineurinainibidores:Aplicados regularmente nas áreas afetadas, os esteróides tópicos e os inibidores da calcineurina podem ajudar a restaurar a cor e impedir a propagação da doença. Tomar esteróides, entretanto, pode causar efeitos colaterais.
- Terapia de luz:Também chamada de fototerapia, é o uso regular de luzes emissoras de ultravioleta B nas áreas afetadas (normalmente são necessárias duas a três sessões por semana). Esta terapia pode ser combinada com psoraleno oral ou outros medicamentos para estimular os resultados.
- Cirurgia:Se outros tratamentos não funcionarem, pode-se tentar a aplicação cirúrgica de pele de outras partes do corpo, um procedimento denominado enxerto de pele autólogo. Além disso, a micropigmentação – um tipo de tatuagem para recolorir pequenas áreas, especialmente nos lábios – pode ser tentada.
- Despigmentação:Alguns pacientes podem optar pela remoção de todo o pigmento da pele, deixando-a completamente branca. Melhor opção para casos avançados, esse processo gradativo exige a aplicação de cremes especiais uma a duas vezes ao dia e pode levar de um a quatro anos.
Cuidados de saúde mental
Se você estiver sofrendo de depressão ou ansiedade como resultado do vitiligo, é importante procurar atendimento de saúde mental. Alguns dos tratamentos que podem ajudá-lo a lidar com os impactos do vitiligo na saúde mental incluem:
- Terapia como terapia cognitivo-comportamental (TCC)
- Medicamentos como antidepressivos
- Estratégias de autocuidado, como exercícios regulares, alimentação saudável e encontrar atividades que você goste
Aprendendo a aceitar o vitiligo
Embora trabalhar para reduzir os sintomas e a propagação do vitiligo possa ser muito útil para aumentar a auto-estima, para alguns, manter tratamentos e manejo constantes é muito difícil, caro ou demorado. Sendo assim, outra abordagem para construir a autoestima envolve aprender a aceitar a condição.
Em termos de cultura popular e representação, o vitiligo ganhou ampla exposição pela primeira vez quando foi revelado que o cantor pop Michael Jackson lutava contra esse distúrbio. Embora a recepção em massa tenha sido inicialmente mista, mais recentemente modelos de moda e outras figuras da mídia se abriram sobre ter vitiligo, e a representação da doença na mídia cresceu.
Abraçando quem você é
Com a perspectiva de que o vitiligo não é algo a ser evitado ou escondido, uma coalizão vocal de pacientes, defensores dos pacientes e cuidadores promove a aceitação e a capacidade de abraçar a sua aparência. De acordo com essa filosofia, aceitar o vitiligo como parte daquilo que o torna único pode ajudar a aumentar sua autoestima.
Encontrando suporte
Outra forma de lidar com a baixa autoestima associada ao vitiligo é encontrar o apoio de familiares e amigos, bem como de outras pessoas com a doença. Este último pode ser particularmente útil. Conectar-se com uma comunidade mais ampla de pessoas com esse transtorno pode reforçar que você não está sozinho.
Aqui está uma análise rápida das abordagens que podem ajudar:
- Grupos de apoio:Conhecer e conversar com outras pessoas com vitiligo, outras doenças de pele ou outras condições crônicas – online ou pessoalmente – pode ajudá-lo a lidar com a doença. Ver que outras pessoas compartilharam experiências pode ajudá-lo a encontrar validação e reverter dúvidas.
- Defesa do paciente:Outra maneira de aumentar a auto-estima é tornar-se um defensor de sua condição e de outras pessoas que estão no seu lugar. Organizações como a Vitiligo Support International e a American Vitiligo Research Foundation não são apenas bons recursos para a educação, mas também servem como centros para promover uma maior visibilidade e aceitação da doença.
Resumo
O vitiligo pode afetar sua autoestima, e trabalhar para reconstruir sua autoestima é um aspecto importante do cuidado e do manejo. Isso pode incluir fazer esforços para controlar a descoloração em si e aprender a adotar sua aparência.
O vitiligo não tem cura, mas os sintomas podem ser controlados. O gerenciamento dos sintomas, juntamente com a construção de uma autoimagem mais saudável, pode reduzir o risco de desenvolver depressão ou ansiedade e ajudar a prevenir o isolamento social.
