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Principais conclusões
Uma fratura ocorre quando um osso se quebra parcial ou completamente devido a força ou estresse excessivo.
As fraturas podem ocorrer devido a acidentes como quedas, colisões ou esportes, e são mais comuns em condições como a osteoporose.
A cura de uma fratura envolve o uso de gesso ou tala por várias semanas, e fraturas mais complexas podem precisar de cirurgia.
Uma fratura, comumente conhecida como osso quebrado, ocorre quando um osso é submetido a mais força do que pode suportar. Existem vários tipos de fraturas, cada uma classificada com base na natureza e extensão da fratura. Compreender os diferentes tipos de fraturas, suas causas, fatores de risco e tempos de cicatrização pode ajudar no melhor manejo e recuperação.
O que exatamente significa uma fratura?
Uma fratura significa que um osso foi quebrado, parcial ou completamente, devido a força ou estresse excessivo.
Essa ruptura pode ocorrer de várias maneiras, resultando em diferentes tipos de fraturas, como fraturas finas, fraturas expostas ou ossos quebrados em vários pedaços. As fraturas podem ser causadas por acidentes, quedas ou condições médicas que enfraquecem os ossos. O diagnóstico e o tratamento adequados são cruciais para uma cura e recuperação eficazes.
Tipos de fratura listados por gravidade
As fraturas variam em gravidade, desde pequenas rachaduras até fraturas graves que atravessam a pele, cada uma exigindo diferentes níveis de tratamento e cuidados. Aqui estão alguns dos diferentes tipos de fraturas:
Fratura da linha fina
Uma fratura fina, ou fratura por estresse, é uma pequena rachadura no osso que geralmente resulta de estresse repetitivo ou uso excessivo. Normalmente cura com repouso e pode levar de várias semanas a alguns meses para se recuperar totalmente.
Fratura em galho verde
Comum em crianças, a fratura em galho verde ocorre quando o osso dobra e racha de um lado, mas não se quebra completamente. O tratamento geralmente envolve imobilização e a cura pode levar alguns meses.
Fratura Fechada
Uma fratura fechada, também conhecida como fratura simples, é uma fratura no osso que não penetra na pele.Essas fraturas podem variar em gravidade, mas geralmente cicatrizam em poucos meses com imobilização e cuidados adequados.
Fratura aberta
Uma fratura exposta, também conhecida como fratura exposta, ocorre quando o osso quebrado penetra na pele, criando uma ferida externa.Esse tipo de fratura apresenta maior risco de infecção devido à exposição a contaminantes externos e muitas vezes requer intervenção cirúrgica para limpeza, alinhamento e estabilização adequada do osso.
Fratura deslocada/instável
Uma fratura deslocada ou instável ocorre quando as extremidades do osso quebrado estão desalinhadas,requerendo tratamento mais complexo, muitas vezes incluindo cirurgia. O tempo de cicatrização pode estender-se por vários meses, dependendo da gravidade e da necessidade de intervenção cirúrgica.
Fratura não deslocada/estável
Uma fratura não deslocada ocorre quando o osso racha ou quebra, mas mantém seu alinhamento adequado e as extremidades permanecem alinhadas. Os tecidos moles circundantes são normalmente minimamente rompidos.O tratamento geralmente envolve gesso ou imobilização, com um período de cicatrização de alguns meses.
Fratura Cominutiva
Uma fratura cominutiva é um tipo grave de fratura em que o osso se quebra em dois ou mais lugares.Esse tipo geralmente requer cirurgia e reabilitação mais extensa.
Fratura Espiral
Uma fratura em espiral ocorre quando uma extremidade de um osso permanece no lugar enquanto a outra extremidade está em movimento. A força resulta em uma torção ou quebra em espiral no osso. Este tipo de fratura pode ser complicado de cicatrizar e requer vários meses para uma recuperação completa.
Como você sabe que tem uma fratura?
Os testes de diagnóstico para determinar se você tem uma fratura incluem:
- Raios X: Esta técnica de imagem fornece imagens detalhadas dos ossos, ajudando a identificar fraturas e avaliar sua gravidade.
- Tomografia computadorizada (TC): A tomografia computadorizada oferece imagens mais detalhadas do que os raios X, especialmente para fraturas complexas ou em áreas de difícil visualização.
- Ressonância magnética (MRI): As varreduras de ressonância magnética são úteis para detectar fraturas sutis, especialmente em tecidos moles ao redor dos ossos.
- Exame clínico:Um exame físico completo por um profissional de saúde pode revelar sinais como sensibilidade, deformidade ou redução da amplitude de movimento, auxiliando no diagnóstico de fraturas.
Se você suspeitar de uma fratura, é crucial procurar atendimento médico imediatamente para um diagnóstico preciso e tratamento adequado. Os sinais e sintomas mais comuns de uma fratura são:
- Dor imediata: Dor aguda e intensa no local da lesão, que pode piorar com movimento ou pressão.
- Inchaço e hematomas:A área ao redor da lesão pode inchar e ficar machucada.
- Deformidade: O membro ou articulação afetado pode parecer deformado ou deslocado.
- Ternura:A área lesionada pode ficar extremamente sensível ao toque.
- Mobilidade reduzida: Movimento limitado na área afetada devido à dor ou obstrução mecânica.
Causas Relacionadas a Acidentes
As causas de fraturas relacionadas a acidentes geralmente envolvem impactos repentinos e fortes ou eventos traumáticos. Aqui estão alguns cenários comuns:
- Cair de altura, escorregar ou tropeçar
- Acidentes de carro, moto ou bicicleta
- Esportes de contato como futebol, basquete ou atividades com alto risco de quedas, como esqui ou skate podem causar fraturas
- Receber um golpe direto no corpo, como em uma briga física ou ser atingido por um objeto
A avaliação médica imediata é essencial após qualquer um desses incidentes para avaliar possíveis fraturas e garantir o tratamento adequado.
Causas relacionadas à condição
As causas de fraturas relacionadas à condição estão normalmente associadas a problemas de saúde subjacentes que enfraquecem os ossos ou os tornam mais suscetíveis a fraturas. Algumas causas comuns relacionadas à condição são:
- Osteoporose: Esta condição enfraquece os ossos, tornando-os mais frágeis e propensos a fraturas, muitas vezes com trauma mínimo ou mesmo rupturas espontâneas.
- Não tratadohipertireoidismo: Suficiente os níveis de hormônio da tireoide são importantes para manter ossos saudáveis, pois facilitam a absorção adequada de cálcio e regulam a renovação óssea. No entanto, níveis excessivos de hormônio tireoidiano podem perturbar esse equilíbrio, levando à diminuição da absorção de cálcio e ao aumento da renovação óssea, contribuindo em última análise para a perda óssea ao longo do tempo.
- Diabetes: Pesquisas indicam que pessoas com diabetes tipo 1 enfrentam um risco aumentado de baixa densidade óssea e fraturas osteoporóticas. O diabetes tipo 1 e tipo 2 mal administrado geralmente leva a episódios de hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) e/ou neuropatia (sensação reduzida) nos pés, os quais podem aumentar a probabilidade de quedas e fraturas.
- Doença renal crônica: Esta condição pode afetar a saúde óssea, levando à fraqueza óssea e ao aumento do risco de fraturas.
- Doenças intestinais: Condições como doença de Crohn, colite ulcerativa e doença celíaca podem causar má absorção. Isso significa que o corpo tem dificuldade em absorver nutrientes como cálcio e vitamina D dos alimentos, resultando em níveis mais baixos desses nutrientes essenciais. Consequentemente, pode ocorrer perda óssea, aumentando o risco de quedas e fraturas.
- Hiperparatireoidismo: A hiperatividade das glândulas paratireoides pode levar à perda excessiva de cálcio dos ossos, aumentando o risco de fraturas.
O gerenciamento dessas condições subjacentes por meio de tratamento médico adequado e ajustes no estilo de vida pode ajudar a reduzir o risco de fraturas.
Outros fatores de risco
Vários fatores de risco adicionais podem aumentar a probabilidade de fraturas, incluindo:
- Idade: A idade avançada leva a mais fraturas.
- Fraturas anteriores: Ter um histórico de fraturas aumenta a probabilidade de fraturas futuras.
- Medicamentos: Corticosteroides de longo prazo e outros medicamentos que afetam a densidade óssea podem aumentar o risco de fraturas.
- Fumar: O uso do tabaco pode afetar negativamente a saúde óssea e retardar o processo de cicatrização de fraturas.
- Inatividade física: A falta de exercícios regulares pode levar a ossos e músculos mais fracos, aumentando o risco de fraturas.
- Má nutrição: A ingestão insuficiente de cálcio e vitamina D pode enfraquecer os ossos, tornando-os mais suscetíveis a fraturas.
Abordar estes factores de risco através de mudanças no estilo de vida, tratamento médico e medidas preventivas pode ajudar a reduzir a probabilidade de fracturas.
Descrevendo a dor da fratura
A dor na fratura é normalmente caracterizada por desconforto intenso no local da lesão. Essa dor pode ser acompanhada de deformidade, como um membro que parece desalinhado ou fora do lugar. Além disso, inchaço, hematomas ou sensibilidade ao redor da área lesionada são sintomas comuns. A dificuldade de mover a parte afetada do corpo também é frequentemente sentida.
Se você suspeitar de uma fratura, procurar atendimento médico imediato é crucial para o diagnóstico e tratamento adequados.
Cura de uma fratura
A cura de uma fratura é um processo gradual que envolve vários estágios de recuperação e reabilitação. A forma de tratamento dependerá do tipo de fratura que você possui.
Tratamento Não Cirúrgico
O tratamento primário para uma fratura geralmente envolve o uso de gesso ou tala, que imobiliza o osso durante o processo de cicatrização. A duração do uso do gesso ou tala varia de acordo com o tipo de fratura e o osso afetado, geralmente durando várias semanas. Seu médico determinará quando é apropriado remover o gesso ou a tala.
Tratamento Cirúrgico
Em certas situações, pode ser necessária cirurgia para estabilizar o osso com placas, pinos ou parafusos.
Os tratamentos podem incluir:
- Tração:Puxar suavemente para alinhar ou esticar os ossos
- Fixação externa:Inserção de pinos ou parafusos de fora do corpo para alinhar os ossos
- Redução aberta:Realinhamento ósseo cirúrgico com parafusos especiais, placas metálicas ou hastes através do centro do osso
Tempo de cura
O tempo de cicatrização de uma fratura pode variar amplamente, dependendo de fatores como o tipo e localização da fratura, a saúde geral do indivíduo e o tratamento recebido. Em geral, a maioria das fraturas leva de várias semanas a vários meses para cicatrizar completamente. As fraturas simples podem cicatrizar em cerca de seis a oito semanas, enquanto as fraturas mais complexas ou graves podem exigir tempos de cicatrização mais longos, às vezes até vários meses.
É importante seguir as recomendações do seu médico para recuperação e reabilitação para promover a cura ideal e prevenir complicações.
Complicações na cicatrização de fraturas
Embora a maioria das lesões ósseas siga uma trajetória normal de cura, um subconjunto de pacientes pode encontrar complicações durante o período de recuperação. Essas complicações podem ser categorizadas em dois grupos: precoces e tardias.
As complicações precoces incluem:
- Choque (uma queda repentina na pressão arterial)
- Infecção
- Síndrome compartimental (inchaço muscular devido à obstrução sanguínea)
- Trombose venosa profunda
As complicações tardias incluem:
- União tardia do osso
- Não união de osso
- Necrose avascular (morte do tecido ósseo devido à falta de sangue)
- Reações a dispositivos de fixação interna, como parafusos ou pinos
Fisioterapia após fratura
Um fisioterapeuta (PT) concentra-se em restaurar a função física e a mobilidade por meio de exercícios e terapias após uma lesão ou condição como uma fratura. Os PTs ajudam a tratar a dor e o desconforto das fraturas de várias maneiras, incluindo:
- Exercícios para manter as articulações em movimento
- Aplicação de gelo e calor
- Exercícios para aliviar espasmos musculares
Um PT pode criar um programa supervisionado de exercícios para ajudar a fortalecer o corpo durante a cura. O objetivo da fisioterapia é ajudar os pacientes a recuperar a independência nas atividades diárias e prevenir futuras complicações relacionadas à fratura.
Os fisioterapeutas também ajudam realizando exercícios de amplitude de movimento e liberação de tecidos moles para cicatrizes de cirurgia e/ou músculos que ficaram tensos após períodos prolongados de imobilidade.
Movimento e atividade diária com fratura
Após uma fratura, é fundamental seguir as orientações do seu médico e as recomendações do seu fisioterapeuta em relação aos movimentos e atividades diárias. Eles podem fornecer conselhos personalizados sobre exercícios, limitações e progressão gradual para ajudá-lo a recuperar a mobilidade com segurança e evitar mais lesões durante o processo de cicatrização.
