Foi assim que uma medida da oferta de lotes residenciais vagos em todo o país caiu no último ano, atingindo um novo mínimo à medida que a procura por novas casas aumenta.
O Índice de Oferta de Lotes de Casas Novas caiu para 49 no primeiro trimestre, de 64,6 no mesmo trimestre de 2020, após uma queda acentuada nos últimos meses, de acordo com a empresa de pesquisa do mercado imobiliário Zonda, que calcula o índice. A oferta de lotes unifamiliares prontos para construção diminuiu em 29 dos 30 mercados selecionados que Zonda monitora, com Los Angeles, San Diego e Baltimore sendo os que estão em pior situação.
O mercado imobiliário esteve em alta durante a pandemia, com a procura a superar a oferta, à medida que as pessoas presas em casa ansiavam por mais espaço para viver e trabalhar. A concorrência feroz pelo inventário esgotado de casas existentes colocou ainda mais pressão sobre os construtores, mas a escassez de matérias-primas cada vez mais caras está a abrandar o ritmo da construção. A falta de terra e mão-de-obra disponíveis são dois outros grandes obstáculos que provavelmente continuarão a elevar os preços, de acordo com a Associação Nacional de Construtores de Casas.
“A corrida para adquirir lotes continua à medida que os construtores continuam a trabalhar para colocar rapidamente mais casas no terreno”, disse Ali Wolf, economista-chefe da Zonda, num comunicado recente.
Um valor de índice de 100 representa o equilíbrio perfeito entre a oferta e a procura, disse Zonda, com qualquer número 75 ou menos a reflectir um mercado que está “significativamente suboferecido”.
