Essa é a surpresa típica que as famílias enfrentaram anteriormente em despesas de parto – uma das contas mais comuns, agora ilegais em muitas circunstâncias.
As contas surpresa geralmente ocorrem quando alguém vai a um consultório médico ou hospital que faz parte de sua rede de seguros, mas é tratado (muitas vezes sem saber) por um médico fora da rede, como um anestesista.E agora, de acordo com a legislação federal que entrou em vigor em 1º de janeiro, muitas vezes serão ilegais.
“Estamos tirando os pacientes do meio da briga alimentar entre seguradoras e fornecedores e garantindo que eles não recebam contas médicas exorbitantes e que induzam à falência”, disse o secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, Xavier Becerra, em um comunicado na segunda-feira.
De acordo com a Lei Sem Surpresas, aprovada no final de 2020, as contas surpresa para a maioria dos serviços de emergência são proibidas para pacientes com seguros privados (os pacientes do Medicare e do Medicaid já tinham proteções de cobrança surpresa).
O parto de um bebê e/ou a hospitalização de um recém-nascido resultou em uma conta médica surpresa em 19% das vezes, de acordo com um estudo de dados de 2019 realizado por pesquisadores da Universidade de Michigan. E embora a conta surpresa média fosse de US$ 744, 36% das famílias que receberam contas surpresa receberam faturas superiores a US$ 2.000, descobriram os pesquisadores.
O parto é um dos principais motivos de hospitalização nos EUA, mas apenas uma das situações que deixou os pacientes surpreendidos por grandes contas médicas não cobertas pelo seu plano de seguro, mostraram estudos. As cirurgias têm sido outra fonte, com 21% dos pacientes que foram submetidos a cirurgias em hospitais das suas redes de seguros de saúde entre 2012 e 2017, recebendo contas fora da rede com uma média de 2.011 dólares, de acordo com um estudo separado.
A faturação surpresa para voos de ambulância de emergência ou voos de evacuação médica – que trouxe uma fatura surpresa média de 21.698 dólares, de acordo com outro estudo de 2020 – também está agora proibida. Notavelmente, a proibição não cobre viagens de ambulância terrestre muito mais comuns, que geram contas surpresa em média US$ 450.
