Se você apresentou uma reclamação sobre informações incorretas em seu relatório de crédito, boa sorte: suas chances de resolver o problema são mínimas e cada vez menores, disse o órgão de fiscalização do consumidor do governo na quarta-feira.
De todas as reclamações sobre relatórios imprecisos que o Consumer Financial Protection Bureau enviou às três grandes agências de crédito – Equifax, TransUnion e Experian – apenas 2% resultaram em alívio dos clientes em 2021, disse o CFPB.Isso caiu de 9% em 2020 e 25% em 2019.
“O oligopólio de relatórios de crédito da América tem pouco incentivo para tratar os consumidores de forma justa quando os seus relatórios de crédito apresentam erros”, disse o diretor do CFPB, Rohit Chopra, num comunicado. “O relatório de hoje é mais uma prova dos graves danos decorrentes do seu modelo de negócios de vigilância financeira defeituoso.”
O órgão de vigilância do consumidor do governo recebeu mais de 700.000 reclamações de consumidores sobre as três grandes agências de crédito entre Janeiro de 2020 e Setembro de 2021, mais frequentemente devido a informações imprecisas que aparecem em relatórios de crédito, como em casos de roubo de identidade, por exemplo.Informações imprecisas nos relatórios de crédito podem ter consequências financeiras graves se os erros não forem resolvidos rapidamente. Os credores não só confiam nesses relatórios quando decidem se concedem hipotecas e outros empréstimos ao consumo às pessoas – e em que termos – mas os relatórios de crédito também podem afectar decisões sobre seguros, por exemplo.
As agências de crédito são obrigadas por lei a responder a tais reclamações, mas os clientes raramente as vêem resolvidas com sucesso, de acordo com o relatório da agência. Na verdade, todas as três principais agências de crédito estão a responder a cada vez menos reclamações à medida que o tempo passa, de acordo com a análise do CFPB, com a Equifax a não reportar qualquer alívio ao cliente nos últimos dois trimestres.
A resposta das agências de crédito às reclamações começou a diminuir no início de 2020, quando começaram a ignorar as reclamações que suspeitavam terem sido enviadas por terceiros, como empresas de reparação de crédito, disseram os reguladores federais. Mas de acordo com o CFPB, as agências ainda são obrigadas a responder a essas reclamações se o terceiro tiver autorização do consumidor para fazer a reclamação em seu nome.
Nem Equifax, TransUnion nem Experian responderam imediatamente aos pedidos de comentários. Mas numa carta de 2020 aos reguladores, a Consumer Data Industry Association, um grupo comercial que representa as agências de informação de crédito, escreveu que empresas duvidosas de reparação de crédito estavam a abusar do website do CFPB, inundando o sistema com queixas fraudulentas.
Tem uma pergunta, comentário ou história para compartilhar? Você pode entrar em contato com a Diccon em [email protegido].
