Os empréstimos cresceram 1.092% em cinco grandes empresas do tipo compre agora, pague depois (BNPL) entre 2019 e 2021, mostrando por que o governo está se preparando para regulamentar esta categoria cada vez mais popular de produtos financeiros.
O volume de empréstimos no BNPL explodiu durante esse período de dois anos, crescendo de 2 mil milhões de dólares para 24,2 mil milhões de dólares entre cinco credores examinados pelo Consumer Financial Protection Bureau (CFPB) num relatório divulgado terça-feira. Embora os consumidores possam beneficiar dos produtos BNPL, estes também apresentam alguns riscos importantes, e a agência disse que estava a aumentar a sua supervisão das práticas das empresas BNPL.
O resultado para os mutuários: no futuro, os empréstimos do BNPL poderão vir com mais proteções ao consumidor que os cartões de crédito oferecem. Os serviços BNPL oferecidos por empresas como Klarna e Afterpay permitem aos clientes uma forma alternativa de financiar compras no varejo, normalmente distribuindo o custo por quatro pagamentos sem juros. Mas eles não vêm com as proteções de resolução de disputas que os cartões de crédito são obrigados a oferecer; portanto, se você precisar devolver a mercadoria, poderá ter mais dificuldades do que se tivesse pago com cartão.
Não só isso, mas as empresas BNPL não têm forma de determinar que compras os clientes estão a fazer através de outros fornecedores BNPL, o que aumenta o risco de as pessoas acumularem mais dívidas do que conseguem pagar, afirmou o gabinete no seu relatório. Outro risco potencial para os mutuários: os fornecedores recolhem agressivamente dados sobre os hábitos de compra dos seus clientes, o que poderia “ameaçar a privacidade, a segurança e a autonomia dos consumidores” e concentrar o poder nas mãos de algumas plataformas tecnológicas, afirmou o CFPB.
“Compre agora, pague depois é um tipo de empréstimo em rápido crescimento que serve como um substituto próximo dos cartões de crédito”, disse o diretor do CFPB, Rohit Chopra, em um comunicado. “Trabalharemos para garantir que os mutuários tenham proteções semelhantes, independentemente de usarem um cartão de crédito ou um empréstimo Compre agora, pague depois.”
Tem uma pergunta, comentário ou história para compartilhar? Você pode entrar em contato com a Diccon em [email protegido].
