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Como o tétano é prevenido?
Devido à gravidade da doença e por não existir um tratamento completamente eficaz para curar a infecção, a prevenção do tétano é a base para o controlo da doença. A sua prevenção baseia-se no tratamento precoce da ferida (limpeza e desinfecção) e na administração de vacina contra o tétano.
A profilaxia eficaz aliada à elevada mortalidade da doença justifica que sejam tomadas medidas profiláticas apesar de a sua incidência e prevalência não serem nada elevadas.
Apresenta alta mortalidade (ainda maior em recém-nascidos) e baixa morbidade. É responsável por mais de um milhão de mortes anualmente, a maioria das quais corresponde a países em desenvolvimento. A sua incidência está relacionada com as condições socioculturais, higiénico-sanitárias e com o estado imunitário da população, o que explica a elevada incidência nesses países, por oposição aos baixos valores observados nos países industrializados (menos de 0,2 por 100.000 habitantes/ano).
O principal reservatório é o trato intestinal do homem e de alguns animais (flora usual de herbívoros e alguns não herbívoros como rato, porquinho-da-índia, gato, cachorro e até galinha), é um microrganismo muito difundido, sendo comum detectar seus esporos no solo e na poeira doméstica. É transmitida por contato direto ou indireto com o chão e em 15% a 30% a porta de entrada passa despercebida, embora sejam aquelas feridas com maior necrose tecidual que impliquem maior risco (lacerações, perfurações, queimaduras, etc.). A presença de infecções e corpos estranhos favorece a multiplicação do microrganismo. Toda a população está suscetível à infecção e, além disso, a condição não confere imunidade. O tétano não é transmitido de pessoa para pessoa, mas sim por contaminação através do meio ambiente, embora exista uma possível forma de transmissão entre humanos através de seringas de dependentes químicos por via parenteral.
O tempo que decorre entre a entrada do microrganismo no hospedeiro e o aparecimento dos sintomas (período de incubação) é de 3 a 21 dias (8 dias em média). No tétano neonatal, os sintomas aparecem entre o 4º e o 14º dia do nascimento (7 dias em média).
Quase todos os casos de tétano ocorrem em pessoas que não estão imunizadas ou que apresentam imunização inadequada. Apesar de nos países industrializados os organismos responsáveis pela saúde pública exigirem a inclusão da vacina contra o tétano no calendário de vacinação infantil, as doses de reforço na idade adulta não costumam ser administradas. Portanto, a promoção de vacinas e a prevenção do tétano é uma função fundamental que cabe a todos os profissionais de saúde, tanto na área da Atenção Primária/Especializada como no ambiente de trabalho (saúde ocupacional, Mútuas ou Serviços de Prevenção), que devem ser coordenados para alcançar a cobertura total da população, realizando programas de prevenção e procedimentos de ação em caso de exposição acidental.
Profilaxia Pré-exposição
Em muitos países, o calendário de vacinação infantil inclui a vacina antitetânica com doses de DTP (difteria, tétano e coqueluche) aos 2, 4, 6 e 18 meses, e uma dose de reforço com DT (sem coqueluche) aos 4 anos e outra com TD (vacina para adultos) aos 14 anos. A partir daí, é recomendada uma dose de reforço a cada 10 anos para todos os adultos e revacinação em caso de mais de 10 anos da última dose.
Todos os adultos parcialmente ou não imunizados devem ser vacinados, bem como aqueles que estão em recuperação de tétano. O esquema vacinal no adulto é composto por três doses, sendo a segunda com intervalo de 4 a 8 semanas e a terceira aos 6 a 12 meses da primeira; o atraso no cumprimento das orientações não obriga ao início do programa. Adultos com história incerta de vacinação primária devem receber as três doses. Recomenda-se o uso do toxóide adsorvido combinado de tétano e difteria para adultos.
Profilaxia pós-exposição
No caso de feridas potencialmente infectadas, o comportamento a seguir dependerá do estado vacinal do indivíduo e da natureza da ferida.
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