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Introdução
O que é automutilação?
Automutilação é automutilação ou automutilação. Refere-se a infligir deliberadamente danos físicos a si mesmo. Esse tipo de comportamento costuma ser uma forma de os indivíduos lidarem ou expressarem intensa dor emocional, angústia ou sentimentos opressores que podem achar difíceis de controlar por outros meios.
A automutilação pode assumir várias formas, como cortar, queimar, bater, morder ou outros métodos que causem danos físicos intencionais ao próprio corpo. Pesquisa afirma que bater e bater é o tipo mais comum de automutilação praticado por adolescentes, seguido de beliscões e puxões de cabelo(1)Sinaliza sofrimento emocional ou psicológico e não é uma tentativa de suicídio. Pode ser uma indicação de que um indivíduo sofre de um problema de saúde mental que pode necessitar de atenção ou apoio.
Prevalência de automutilação e seu impacto
A automutilação pode afetar pessoas de todas as idades e sexos. É mais comum afetar adolescentes e adultos jovens e afetar até 22% em todo o mundo.(2)
Pode haver disparidades de género, já que as mulheres são mais conhecidas por estarem envolvidas em cortes e os homens em queimar ou bater.
É importante saber que a automutilação é subnotificada devido ao estigma, à vergonha e ao medo de julgamento. As pessoas podem lutar em silêncio sem procurar ajuda.
A automutilação pode ter impacto na vida de um indivíduo das seguintes maneiras:
- Consequências físicas:O comportamento de automutilação pode levar a lesões físicas imediatas que podem variar de pequenos cortes ou hematomas a feridas mais graves que podem necessitar de atenção médica. A automutilação repetida pode levar a complicações de saúde a longo prazo, incluindo infecções, cicatrizes e, em casos extremos, danos permanentes ao corpo.
- Impacto psicológico e emocional:A automutilação pode proporcionar alívio temporário da dor emocional ou de emoções avassaladoras em alguns indivíduos. No entanto, esse alívio pode durar pouco e levar a um ciclo de comportamentos repetidos de automutilação.
Além disso, ao longo do tempo, o envolvimento em automutilação pode exacerbar o sofrimento emocional, levando ao agravamento de condições de saúde mental, comodepressão,ansiedadee outrostranstornos de humor.
- Consequências sociais e interpessoais:A automutilação pode prejudicar o relacionamento com familiares, amigos e colegas. Os entes queridos podem ter dificuldade em compreender e fornecer apoio. Observa-se também que alguns indivíduos podem se afastar das atividades sociais e isolar-se por vergonha, medo ou julgamento.
- Risco suicida:A automutilação pode ser um fator de risco para o suicídio e é importante levar a automutilação a sério e procurar ajuda profissional.
- Ajuda Financeira:O tratamento e os cuidados médicos para a automutilação podem causar dificuldades financeiras aos indivíduos e às suas famílias.
É importante abordar a automutilação com compaixão e procurar ajuda profissional para as pessoas afetadas.
Compreendendo as razões e emoções que levam ao comportamento autolesivo
A automutilação pode ser uma forma de neutralizar pensamentos e emoções negativas. Algumas das razões e emoções subjacentes comuns que podem levar ao comportamento autolesivo são as seguintes:(3)
- Emoções avassaladoras:Sentimentos intensos de tristeza, raiva, ansiedade ou desespero podem ser difíceis de controlar. Isso pode fazer com que os indivíduos recorram à automutilação como forma de lidar com a situação.
- Incapacidade de comunicar emoções:Algumas pessoas acham difícil expressar a dor interior verbalmente ou por outros meios. Eles recorrem à automutilação como forma de externalizar suas emoções.
- Necessidade de controle:Indivíduos com comportamento autolesivo às vezes sentem uma sensação de controle sobre seus corpos e emoções quando outros aspectos da vida são caóticos ou incontroláveis.
- Liberação de tensão:Pode haver uma liberação física temporária após a automutilação, o que pode ajudar a aliviar a tensão emocional ou o entorpecimento.
- Autoculpa ou culpa:Alguns indivíduos têm sentimentos de culpa, vergonha ou auto-aversão, fazendo-os acreditar que merecem ser punidos.
- História do Trauma:Indivíduos que sofreram traumas anteriores, como abuso físico, emocional ou sexual, podem recorrer à automutilação como forma de lidar com a dor não resolvida.
- Desconecte-se das emoções:Alguns indivíduos podem experimentar uma sensação de desapego ou entorpecimento em relação às suas próprias emoções; a automutilação, nesses casos, pode ser uma forma de sentir algo.
- Autoidentidade e Expressão:A automutilação pode ser uma forma de os indivíduos comunicarem suas lutas internas quando não conseguem fazê-lo verbalmente.
- Condições Coocorrentes:A automutilação também ocorre junto com outros transtornos de saúde mental, como depressão, ansiedade,transtorno de personalidade limítrofe, etranstornos alimentares.
É importante abordar os indivíduos que lutam contra a automutilação com empatia, compreensão e sem julgamento. Incentivar a ajuda profissional é crucial para resolver os problemas subjacentes e fornecer o apoio e tratamento necessários.
Reconhecendo sinais de automutilação
Os sinais físicos de automutilação nem sempre são óbvios para os outros. A maioria das pessoas que praticam automutilação muitas vezes escondem marcas e ferimentos ou apenas se machucam nas partes do corpo que raramente são expostas.
Os sinais de automutilação podem incluir:
- Usar roupas inadequadas, como mangas compridas, em um dia de verão
- Alta taxa de lesões acidentais
- Carregar objetos pontiagudos ou tê-los facilmente acessíveis
- Cicatrizes
- Conversa interna negativa
- Passar por um número significativo de curativos ou produtos de primeiros socorros
- Descobrir itens como lâminas de barbear, facas, isqueiros ou outras ferramentas que podem ser potencialmente usadas para automutilação
- Sinais emocionais e comportamentais, incluindo sensação de tristeza profunda, falta de propósito, mudança extrema e rápida de emoções e evitação de interações sociais
- Mudanças significativas no apetite, peso ou duração do sono
- Evitar perguntas ou mudar de assunto quando questionado sobre qualquer ferida visível
- Sensação de proteção em relação ao espaço pessoal e aos pertences e medo de que outras pessoas possam descobrir ferramentas de automutilação
Como abordar uma pessoa envolvida em automutilação
Sensibilidade, empatia e uma atitude sem julgamento são necessárias para abordar uma pessoa com automutilação. Algumas etapas a serem consideradas incluem(3)
- Hora e local apropriados:Encontre um espaço tranquilo e seguro onde uma conversa possa ser iniciada sem interrupções ou distrações. Deve-se escolher um momento em que a pessoa esteja relativamente calma.
- Expresse preocupação e cuidado:Evite culpabilizações e críticas, em vez disso, comunique a preocupação e o cuidado que você tem com o bem-estar da pessoa. As preocupações devem ser expressas de maneira compassiva e compreensiva.
- Ouça ativamente:Permita-lhes compartilhar seus sentimentos e experiências e reconhecer suas emoções e validar quaisquer lutas. Faça-os perceber sua presença para eles.
- Evite fazer qualquer julgamento ou dar ultimatos:Evite fazer declarações que possam fazê-los sentir-se culpados ou culpados. Evite dar ultimatos como se você não parasse, eu não te ajudaria, pois podem aumentar a sensação de isolamento.
- Faça perguntas abertas:Faça perguntas e convide-os a expressar sentimentos e pensamentos.
- Ofereça suporte e incentive ajuda profissional:Deixe-os saber que há alguém que se importa e está presente para apoiar suas lutas. Sugira procurar ajuda de um profissional de saúde mental e ofereça assistência para encontrar recursos.
- Respeite seus limites:É importante compreender que eles podem não estar prontos para falar ou procurar ajuda imediatamente e respeitar a prontidão.
É importante fornecer apoio e incentivo às pessoas que têm tendência à automutilação. Eles devem ser incentivados a procurar ajuda profissional e continuar a apoiá-los.
Opções de tratamento para automutilação
O tratamento para automutilação envolve uma combinação de terapia, cuidados médicos e apoio de um profissional de saúde.
Terapia
- Terapia Comportamental Cognitiva:Envolve identificar e mudar padrões de pensamento e comportamentos negativos.(4)
- Terapia Comportamental Dialética:É uma forma especializada de terapia que se concentra no desenvolvimento de habilidades de enfrentamento, regulação emocional e técnicas de atenção plena.(5)
- Terapia Psicodinâmica:Isso explora os pensamentos e sentimentos inconscientes que podem contribuir para a automutilação.(6)
- Terapias Focadas no Trauma:Se houver histórico de trauma, terapias como Dessensibilização e Reprocessamento dos Movimentos Oculares (EMDR) ou Terapia Comportamental Cognitiva Focada no Trauma podem ser benéficas.(7)
Medicamentos
- Antidepressivos:Esses medicamentos são prescritos para indivíduos que sofrem de depressão ou outros transtornos de humor que possam estar contribuindo para a automutilação.
- Estabilizadores de humor:Estes são recomendados para regular as emoções.
Grupos de Apoio
Participar de grupos de apoio é importante para indivíduos que lutam contra a automutilação. Isso pode ser útil para proporcionar um senso de comunidade e compreensão.
Programas ambulatoriais intensivos
Em casos graves, especialmente se houver alto risco de suicídio, pode ser necessária hospitalização ou participação em programa ambulatorial intensivo.
Terapias Alternativas
Arteterapia,musicoterapia,ioga, e as práticas de atenção plena podem ser úteis para expressar e gerenciar emoções.
Programas Educacionais
Educar os indivíduos sobresaúde mental, mecanismos de enfrentamento e maneiras saudáveis de lidar com as emoções podem ser úteis. Além disso, ensinar habilidades para gerenciar os estressores da vida diária, comogerenciamento de tempo, comunicação e resolução de problemas são importantes.
Um plano de tratamento eficaz precisa ser adaptado às necessidades e circunstâncias específicas de cada indivíduo.
Conclusão
Não é fácil saber como ajudar alguém que sofre de automutilação. É importante abordá-los com compaixão e sem julgamento.
A automutilação é um sintoma de dor e sofrimento emocional subjacente e procurar tratamento profissional é fundamental. Respeitar os seus limites, encorajar mecanismos de sobrevivência saudáveis e participar na sua jornada rumo à recuperação pode ter um impacto positivo no seu processo de cura.
A comunicação aberta e o apoio podem ajudar os entes queridos a falar sobre as suas experiências e a procurar ajuda profissional o mais rapidamente possível.
