Table of Contents
O que é espasticidade pós-AVC?
Traçosresultam do fluxo sanguíneo bloqueado ou rompido nas artérias do cérebro, causando danos ao cérebro e à medula espinhal e dando origem a sintomas adicionais. A American Stroke Association relata que a espasticidade, uma condição caracterizada porrigidez muscular, afetará entre 25% e 43% dos indivíduos no primeiro ano após um acidente vascular cerebral.(1,2)
Espasticidadeapós um acidente vascular cerebral, também conhecida como espasticidade pós-acidente vascular cerebral, é uma condição neurológica caracterizada por aumento do tônus muscular e rigidez em certos grupos musculares, principalmente em um lado do corpo. Surge devido a danos no sistema nervoso central, que podem ocorrer durante um acidente vascular cerebral, quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido.(3)
Este dano afeta a comunicação entre o cérebro e os músculos, levando a uma perturbação no equilíbrio normal dos sinais. Como resultado, certos grupos musculares recebem sinais contínuos para se contraírem, tornando-os tensos e resistentes ao movimento. Esse tônus muscular aumentado pode levar a uma série de desafios, incluindo dificuldade com movimentos voluntários, postura alterada e desconforto potencial.(4)
A espasticidade pós-AVC também pode se manifestar de várias formas, levando a:
- Joelhos tensos
- Tensão nos dedos
- Pé dobrado em ângulo
- Fraqueza em um pé, resultando em arrastamento enquantoandando
- Braço dobrado e apertado firmemente contra o peito
- Curvatura dos dedos dos pés
De acordo com a American Stroke Association, a espasticidade é mais prevalente entre indivíduos mais jovens que sofreram um acidente vascular cerebral.(5)
É possível tratar a espasticidade pós-AVC?
A espasticidade pós-AVC pode ser tratada e existem várias abordagens e terapias disponíveis para ajudar a controlar e aliviar os sintomas da espasticidade. Alguns deles podem incluir:
- Fisioterapia:Exercícios e alongamentos direcionados podem ajudar a melhorar a força e a flexibilidade muscular, reduzindo a gravidade da espasticidade.(6)
- Terapia ocupacional:O foco é melhorar a capacidade de realizar atividades diárias, muitas vezes ensinando técnicas adaptativas.
- Medicamentos:Certos medicamentos, como relaxantes musculares ou medicamentos que visam a sinalização nervosa, podem ser prescritos para ajudar a controlar a espasticidade.
- Injeções de toxina botulínica:A injeção de toxina botulínica (Botox) diretamente nos músculos afetados pode enfraquecê-los temporariamente e reduzir a espasticidade.(7)
- Terapia intratecal com baclofeno:Uma bomba é implantada cirurgicamente para administrar baclofeno, um relaxante muscular, diretamente no líquido espinhal, proporcionando um alívio mais direcionado.(8)
- Órteses e Dispositivos Assistivos:Aparelhos, talas ou dispositivos ortopédicos podem ajudar a apoiar e estabilizar os membros afetados.
- Cirurgia:Em casos graves, intervenções cirúrgicas como alongamento de tendões ou descompressão nervosa podem ser consideradas.
A abordagem de tratamento específica dependerá de fatores como a gravidade da espasticidade, os músculos afetados e a saúde geral do indivíduo. Embora a espasticidade possa causar desconforto, existem estratégias para aliviar os sintomas e melhorar o bem-estar geral.
Abordagens eficazes para lidar com a espasticidade após um acidente vascular cerebral
Exercício regular e alongamento direcionado
Exercício regulare o alongamento direcionado dos membros afetados são estratégias fundamentais no manejo da espasticidade após um acidente vascular cerebral. Essas atividades servem a vários propósitos cruciais. Em primeiro lugar, ajudam a manter e melhorar a flexibilidade dos músculos, evitando que fiquem excessivamente tensos e rígidos. Isto, por sua vez, atenua a intensidade da espasticidade, promovendo uma amplitude de movimento mais ampla.
Além disso, exercícios e alongamentos podem aumentar a força muscular, melhorando a mobilidade e a coordenação geral. Isto pode ser particularmente benéfico para indivíduos que apresentam fraqueza ou dificuldade de movimento devido à espasticidade. Ao envolver-se sistematicamente nestas atividades, os indivíduos podem gradualmente recuperar o controle sobre os membros afetados.
No entanto, é importante abordar os exercícios e alongamentos com cuidado e sob a orientação de um profissional de saúde ou fisioterapeuta.
Prestando atenção à sua postura
Adaptar sua postura é uma técnica valiosa para controlar eficazmente a espasticidade após um acidente vascular cerebral. A postura adequada pode ajudar a aliviar o desconforto e promover uma melhor mobilidade.(9)Considere as seguintes dicas para fazer ajustes de postura:
- Manter o alinhamento neutro da coluna:Sente-se ou fique em pé com a coluna em uma posição natural e neutra. Evite curvar-se ou arquear excessivamente as costas.
- Assentos de apoio:Escolha cadeiras e assentos com apoio lombar adequado. Isso ajuda a manter uma curvatura saudável da coluna vertebral.
- Use almofadas ou travesseiros:Coloque almofadas ou travesseiros estrategicamente para fornecer suporte e conforto adicionais, especialmente em áreas como região lombar e pescoço.
- Posicionamento dos membros:Mantenha os membros afetados em posições que minimizem a espasticidade. Experimente diferentes ângulos e dispositivos de suporte para descobrir o que funciona melhor para você.
- Evite posições estáticas prolongadas:Mude sua postura regularmente, seja sentado ou em pé, para evitar rigidez e rigidez muscular.
- Estações de trabalho ergonômicas:Se aplicável, certifique-se de que seu espaço de trabalho seja ergonomicamente projetado para promover uma postura adequada e minimizar a tensão nos músculos.
- Auxiliares de estabilidade:Considere o uso de dispositivos auxiliares, como bengalas ou andadores, para fornecer suporte e estabilidade adicionais ao ficar em pé ou caminhar.
- Consulte um Profissional:Procure orientação de um fisioterapeuta ou profissional de saúde que possa oferecer recomendações personalizadas para ajustes de postura com base em suas necessidades e desafios específicos.
Suporte Adicional para os Membros Afetados
Fornecer suporte adicional aos membros afetados é uma estratégia crucial para o manejo eficaz da espasticidade após um acidente vascular cerebral. Esta abordagem direcionada ajuda a minimizar o desconforto e melhora a mobilidade. Aqui estão algumas dicas práticas para fornecer suporte extra:
- Use dispositivos ortopédicos:Considere o uso de aparelhos ortopédicos, talas ou dispositivos ortopédicos para estabilizar e apoiar membros enfraquecidos ou espásticos. Esses auxílios podem ajudar a manter o alinhamento adequado e prevenir a rigidez muscular excessiva.
- Use dispositivos assistivos:Utilize auxiliares de mobilidade como bengalas, andadores ou muletas para proporcionar maior estabilidade e equilíbrio, reduzindo o risco de quedas ou tensão nos membros afetados.
- Use calçado adequado:Escolha sapatos com bom suporte de arco e ajuste confortável. Calçados bem ajustados podem melhorar a estabilidade e reduzir a pressão nos pés e nas pernas.
- Amortecimento e preenchimento:Incorpore almofadas, almofadas ou materiais macios em áreas onde a pressão ou fricção possam ser um problema. Isso pode aliviar o desconforto e prevenir irritações na pele.
Ao implementar estas medidas, pode efetivamente fornecer apoio extra aos membros afetados, melhorando a sua capacidade de gerir a espasticidade e manter um nível mais elevado de conforto e mobilidade após um acidente vascular cerebral.
Modifique seu ambiente de vida
Modificar o ambiente de sua vida pode contribuir significativamente para o gerenciamento eficaz da espasticidade após um acidente vascular cerebral. Essas adaptações podem melhorar a segurança, o conforto e a qualidade de vida geral. Considere as dicas a seguir para tornar sua casa mais propícia ao controle da espasticidade:
- Limpar caminhos:Certifique-se de que as passarelas estejam livres de obstáculos ou desordem para evitar riscos de tropeçar e permitir um movimento suave.
- Instale corrimãos e barras de apoio:Instale corrimãos ao longo das escadas e nos banheiros para fornecer suporte e estabilidade adicionais ao navegar nessas áreas.
- Use piso antiderrapante:Use tapetes ou tapetes antiderrapantes em áreas propensas à umidade, como banheiros e cozinhas, para reduzir o risco de escorregões e quedas.
- Tenha móveis acessíveis:Organize os móveis para criar caminhos claros e garantir que as opções de assentos ofereçam suporte e estabilidade adequados.
- Instale rampas e elevadores:Instale rampas ou elevadores para facilitar o acesso aos diferentes níveis da sua casa para pessoas com dificuldades de mobilidade.
- Garanta uma iluminação adequada:Garanta uma iluminação adequada em toda a sua casa para minimizar sombras e melhorar a visibilidade, reduzindo o risco de acidentes.
Procure ajuda profissional
Colaborar com um terapeuta ocupacional é um passo valioso para controlar eficazmente a espasticidade após um acidente vascular cerebral. Esses profissionais treinados são especializados em ajudar os indivíduos a recuperar a independência e melhorar sua capacidade de realizar as atividades diárias. Veja como um terapeuta ocupacional pode ajudar no controle da espasticidade:
- Planos de tratamento personalizados:Um terapeuta ocupacional avaliará suas necessidades, habilidades e desafios específicos relacionados à espasticidade. Eles então elaborarão um plano de tratamento personalizado que atenda à sua situação específica.
- Exercícios de amplitude de movimento:Eles irão guiá-lo através de exercícios e alongamentos direcionados que visam melhorar a flexibilidade muscular e a amplitude de movimento, ajudando a reduzir a gravidade da espasticidade.
- Treinamento Funcional:Os terapeutas ocupacionais concentram-se em atividades práticas do dia a dia, como vestir-se, arrumar-se e cozinhar. Eles lhe ensinarão técnicas para realizar essas tarefas com mais eficiência e menos esforço.
- Técnicas Sensoriais:Eles podem empregar técnicas sensoriais para lidar com sensações intensificadas ou alteradas que muitas vezes acompanham a espasticidade.
- Estratégias de educação e enfrentamento:Eles fornecem educação valiosa sobre a espasticidade, seu manejo e oferecem estratégias práticas para lidar com seus efeitos.
Conclusão
A espasticidade pós-AVC normalmente surge três a seis semanas após o evento e pode piorar até seis meses depois. Se não for tratada, pode causar contração muscular permanente e imobilidade articular. Embora não haja uma cura definitiva, mudanças no estilo de vida, exercícios, terapia ocupacional e auxílios à mobilidade podem melhorar muito a qualidade de vida. Buscar aconselhamento médico para possíveis tratamentos, como medicamentos ou injeções, também é crucial para prevenir danos a longo prazo causados pela espasticidade.
Referências:
- Wolfe, CD, 2000. O impacto do acidente vascular cerebral. Boletim médico britânico, 56(2), pp.275-286.
- Espasticidade (2023) www.stroke.org. Disponível em:https://www.stroke.org/en/about-stroke/effects-of-stroke/physical-effects-of-stroke/physical-impact/spasticity(Acesso em: 08 de setembro de 2023).
- Thibaut, A., Chatelle, C., Ziegler, E., Bruno, MA, Laureys, S. e Gosseries, O., 2013. Espasticidade após acidente vascular cerebral: fisiologia, avaliação e tratamento. Lesão cerebral, 27(10), pp.1093-1105.
- Li, S. e Francisco, GE, 2015. Novos insights sobre a fisiopatologia da espasticidade pós-AVC. Fronteiras na neurociência humana, 9, p.192.
- (Sem data) Vamos falar sobre reabilitação de AVC. Disponível em:https://www.stroke.org/-/media/Stroke-Files/Lets-Talk-About-Stroke/Life-After-Stroke/LTAS-Rehab-2019.pdf(Acesso em: 08 de setembro de 2023).
- Bhakta, BB, 2000. Tratamento da espasticidade no acidente vascular cerebral. Boletim médico britânico, 56(2), pp.476-485.
- Prazeres, A., Lira, M., Aguiar, P., Monteiro, L., Vilasbôas, Í. e Melo, A., 2018. Eficácia da fisioterapia associada à toxina botulínica tipo A no desempenho funcional na espasticidade pós-AVC: Um ensaio randomizado, duplo-cego, controlado por placebo. Neurologia internacional, 10(2), p.7385.
- Francisco, GE, 2001. Terapia intratecal com baclofeno para espasticidade relacionada ao AVC. Tópicos em reabilitação de AVC, 8(1), pp.36-46.
- Delafontaine, A., Vialleron, T., Hussein, T., Yiou, E., Honeine, JL e Colnaghi, S., 2019. Ajustes posturais antecipatórios durante o início da marcha em pacientes com AVC. Fronteiras em neurologia, 10, p.352.
